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A imprensa esquerdista e o fenômeno do título alterado que desinforma e inflama a militância

Além de mais honesta, a imprensa brasileira precisa ser mais responsável

Com a popularização dos “scripts” que filtram o modo como determinados conteúdos se espalham nas redes sociais, o minuto mais importante de uma notícia é aquele em que primeiro é compartilhado, em especial, no Facebook. Dependendo de como leitor interage com o link lá jogado, o algoritmo impulsiona mais ou menos a visibilidade da manchete que toma as timelines. Quanto mais bombásticas forem as palavras, mais usuários são impactados por elas. Por isso a imprensa adora encaixar “urgentes” ou “exclusivos” em seus títulos.

Até aí, nada errado. Mas um fenômeno ganha cada vez mais espaço em paralelo. É o do título que, após publicado, é alterado, deixando o rastro do equívoco na URL. Logicamente, a segunda versão é sempre mais correta do que a primeira, o que justifica a alteração. Mas parece haver mais mistérios entre o céu e a terra do que desconfia nossa vã filosofia.

Porque os veículos que mais se dão a esse expediente são quase sempre os mesmos. E quase sempre o erro se dá de forma a beneficiar um mesmo lado do jogo político. Ao ponto de ser perfeitamente cabível perguntar: de fato houve um acidente de percurso ou tudo não estava dentro de uma estratégia para inflamar a militância?

Uma vez alterado o título no site, o link compartilhado nas redes segue inalterado, com a desinformação ganhando o mundo na velocidade de um F1, e o desmentido sendo mais ignorado do vice na chapa presidencial dos petistas.

É estranho. É muito estranho. Com alto potencial para ser feio, horroroso, inaceitável.

Além de mais honesta, a imprensa brasileira precisa ser mais responsável.

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