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A imprensa não deveria chamar terrorista de “manifestante”

Muito do que se viu hoje não foi manifestação pura e simples, mas terrorismo flagrante.

Manifestação - Terrorismo - Foto Marlene Bergamo Folhapress

A democracia, por óbvio, garante o direito à manifestação pública e de natureza política, isso todos sabemos. Mas o que se viu hoje, em muitos casos, não foi nada disso. Queimar pneus em avenidas? Depredar patrimônio público? Não, esses atos não estão abarcados pela garantia constitucional.

Por mais que a esquerda – por que será? – sempre defenda esse tipo de vandalismo como algo legítimo, é claro que não se pode admitir tais práticas. Sobretudo quando, numa mesma época, o grupo oposto sai às ruas de forma pacífica, sem quebrar nada, única e tão-somente expondo sua posição.

Aí entra outra questão importante: por que a imprensa, salvo raras exceções, trata terroristas como “manifestantes”? Há pneu queimando na autoestrada, há vias interrompidas por barricadas, há pessoas atirando pedras? Então, por óbvio, não se trata mais de “manifestação”. É terrorismo. E é crime.

E quem faz esse tipo de coisa precisa ser tratado pelo nome. Guardadas as proporções, lembra quando chamam algum terrorista internacional de “militante” (sim, já usaram essa nomenclatura até para gente do ISIS).

Quanto ao mais, é natural que algumas organizações ligadas ao governo, e ao partido do poder, estejam com medo de Michel Temer. Ele já anunciou que cortará a grana de forma drástica.

Mas não é natural, nem admissível, que esses pequenos grupos prejudiquem o resto da população.

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