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A melhor forma de evitar demissões em massa: demitindo a presidente Dilma Rousseff

Como o PT, Dilma e Lula estão usando a imprensa para as investigações ligadas ao Petrolão virarem uma gigantesca pizza.

Dilma-e-Lula

A ação parecia coordenada. E, a essa altura do campeonato, já não soa estranho imaginar que tudo não passou de uma estratégia petista junto a seus “infiltrados” na imprensa. Passado o carnaval, na manhã da sexta-feira, 20 de fevereiro, a Veja reportava que Dilma defendia um acordo de leniência com as empreiteiras envolvidas na Lava Jato para não afetar a criação de empregos e a renda dos brasileiros.

“Iremos tratar as empresas tentando, principalmente, considerar que é necessário criar emprego e gerar renda no Brasil.”

(Dilma Rousseff, às 11h32, para a Veja)

No mesmo dia, por aquilo que soa como uma enorme coincidência, a Folha de São Paulo traz uma reportagem denunciando ao menos 7 mil demissões decorrentes dos escândalos investigados pela operação Lava Jato.

Mas a crise nas empreiteiras afetadas pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal, ameaça agora as promessas de desenvolvimento econômico acelerado.

(Folha de São Paulo, apenas 5h12min após a notícia dada pela Veja)

Menos de uma hora depois, é a vez do blogueiro Luis Nassif trazer um manifesto assinado pelo que ele define como intelectuais. Nas palavras dos defensores do governo, mais uma vez surge a preocupação com o fim do que, segundo eles, seria meio milhão de empregos ligados às empreiteiras investigadas pela Lava Jato.

Debilitada a Petrobras, âncora do nosso desenvolvimento científico, tecnológico e industrial, serão dizimadas empresas aqui instaladas, responsáveis por mais de 500.000 empregos qualificados, remetendo-nos uma vez mais a uma condição subalterna e colonial.

(Manifesto de intelectuais ligados ao PT, menos de uma hora depois)

Para enfraquecer ainda mais a tese de que tudo isso não passaria de uma enorme coincidência ocorrida após o carnaval, é preciso lembrar o que teria prometido o ministro José Eduardo Cardozo aos empreiteiros que por ele foram recebidos em Brasília:

Cardozo assumiu o papel de negociador com os empreiteiros envolvidos na Lava Jato. Em um desses esforços, o ministro recebeu em seu gabinete, em Brasília, o advogado Sérgio Renault, defensor da UTC. Em uma conversa absolutamente imprópria, disse que a operação da Polícia Federal – órgão ligado à pasta de Cardozo – mudaria de rumo radicalmente depois do Carnaval. Cardozo ainda orientou a empreiteira a não aceitar acordo de delação premiada – conselho seguido pelos executivos.

(grifos nossos)

Diogo Mainardi e Mário Sabino, os responsáveis pelo “O Antagonista”, desenharam melhor o que o ministro da justiça vinha tramando para salvar as peles de Dilma e Lula:

Em conluio com Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva, o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, dirigiu-se ao Tribunal de Contas da União (TCU), com uma Instrução Normativa redigida no Palácio do Planalto. (…) A aprovação da Instrução Normativa é ótima para Lula, Dilma e os larápios associados porque:

a) acordos de leniência podem ser feitos diretamente com a CGU, sem passarem pela Justiça;

b) Dessa forma, contorna-se o juiz Sergio Moro;

c) Pelos termos de um acordo de leniência, as empresas reconhecem que praticaram os crimes, pagam uma multa e não são consideradas inidôneas. Podem continuar a assinar contratos com o governo em qualquer nível;

d) Ao contrário do que ocorre com a delação premiada, elas não precisam contar tudo. Ou seja, que Lula e Dilma estão implicados até o pescoço no esquema do Petrolão.

(grifos nossos)

Seria até o caso de questionar se os “antagonistas” não estariam sendo levianos demais. Mas a verdade é que, passado o carnaval, conforme prometido por Cardozo, Dilma voltou a falar e justamente para defender um acordo de leniência com os investigados. Não só isso, parte da imprensa surge com manifestos com dezenas de assinaturas e reportagens até um tanto complexas apenas poucas horas depois da fala presidencial. E a desculpa é a mesma usada durante a campanha que deu ao PT o quarto mandato seguido: a preservação do pleno emprego.

Esquecem-se, no entanto, que o emprego já anda mal no Brasil e pouco tem a ver com as empreiteiras investigadas no Petrolão, mas justamente com o governo que tenta melar as investigações da Lava Jato.

No último ano do governo Dilma, o emprego formal cresceu apenas 0,81%. Desde 1996 o emprego não crescia tão pouco. Mas houve um tempo ainda pior. Durante o governo Collor, com a brutal interferência estatal confiscando as maiores poupanças do Brasil, os investidores perderam a confiança na nossa economia e o Brasil viu nada menos que 2,2 milhões de empregos simplesmente sumirem. O jogo só começou a virar após a queda do presidente e a chegada de Itamar ao poder, ressuscitando assim ao menos 1,4 milhões desses postos de trabalho.

Apesar dos boatos, não corremos o risco de um novo confisco de poupanças, mas os investidores voltaram a temer o Brasil. Na noite desta terça, a poderosa Petrobras perdeu o grau de investimento provando que já não há mais qualquer fé do mercado naquilo que o governo petista põe a mão. Se há alguém com dinheiro sobrando, preferirá depositar em uma aposta menos arriscada que a geração de empregos num país que adora quebrar empresas jovens. Todavia, uma solução já se testou por aqui e bons frutos foram colhidos como visto no parágrafo anterior. Ela responde pelo nome de impeachment. Pois tudo indica que a melhor forma de evitar demissões em massa pode se dar com a demissão de uma única pessoa: Dilma Rousseff.

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