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A nova da esquerda online: rir da garotinha que não conseguiu passaporte para ir à Disney

O tipo da coisa que deixa bem clara a essência do esquerdismo.

A esquerda, especialmente a online, odeia a classe média. A esquerda, especialmente a online, faz parte da classe média. Quase todos eles, quando há festa de família, dizem que não aguentam aquelas quarenta pessoas e se isolam, postando nas redes sociais, solitários, em ato de rebeldia contra aquela sociedade.

Algo como um microcosmos do resto do mundo: a esquerda compõe a fração de 1/40 do povo e a culpa é sempre dos outros 39/40 – que, por sua vez, talvez nem entendam o porquê daquela pessoa esquisita ser tão chatinha e não se divertir como todo mundo numa boa, sem encher o saco ou ficar arranjando problema até piadas bobas.

Passado o resumo, vamos ao fato mais recente.

Com a decisão da Polícia Federal de suspender a emissão de passaportes, muitos foram prejudicados, é óbvio, e alguns casos ganharam a mídia, o que é normal em qualquer situação do tipo. Um deles foi a garotinha (foto; borrada por questões de privacidade) que não conseguiu o documento para viajar à Disney, seu sonho, e chorou por isso. O pai, a seu lado, inconformado.

Sim, a esquerda usou o episódio para fazer troça. Assim como acontece com vítimas e famílias de vítimas de bandidos, também dessa vez esqueceram deliberadamente qualquer empatia ou sororidade. Por ser de classe média, na cabeça da esquerda, ela talvez merecesse o sofrimento.

A ideia aqui não é apontar nomes nem fulanizar a coisa, o que seria até baixo. O importante é apontar o caso todo como apenas mais um episódio do que acontece sempre. Toda vez em que se divulga um infortúnio que não seja da parcela mais miserável, essa mesma esquerda aparece para tirar sarro e fazer pouco desse sofrimento.

Sabe aquilo de quando a criança diz que não consegue comer tudo e a mamãe emenda: “tem muita gente passando fome no mundo, não é justo você sobrar”? O que o esquerdismo faz nesses casos é algo numa toada parecida, mas o amor materno dá inveja à fúria ideológica um tanto adolescente.

Sim, há casos piores que o da menina. Mas é mesquinho demais tripudiar de sua dor, mais ainda sem saber como isso ocorreu. Suponhamos o pai que juntou esse dinheiro por anos, e agora enfim realizaria o grande sonho de sua pequena, tudo indo por água abaixo e ela ali, chorando.

Tacanho demais rir disso. Tacanho até para nossa esquerda online.

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