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A patética nota do governo Dilma sobre seu ministro Mercadante flagrado na gravação

A nota é risível até mesmo para os níveis desta gestão.

Aloísio Mercadante (PT/SP), ministro do governo Dilma, foi flagrado em gravação realizada por um assessor do senador Delcídio do Amaral (ex-PT/MS). Tal delação, como já sabemos, é bombástica. Atinge em cheio o governo Dilma, pega Lula também de forma contundente, lança estilhaços em quase toda a base aliada e complica até mesmo Aécio Neves – que agora provavelmente será investigado oficialmente pela Lava Jato.

Mas é importante salientar, em meio a isso tudo, a nota patética emitida pelo governo de Dilma Rousseff. Vejamos o seguinte trecho:

“A presidenta da República, Dilma Rousseff, repudia com veemência e indignação a tentativa de envolvimento do seu nome na iniciativa pessoal do ministro Aloizio Mercadante…”

Entenderam? Dilma não repudia o ato absurdo de Mercadante. Dilma também não repudia todo o descalabro denunciado. Nada disso. Segundo a nota, o que ela repudia é “a tentativa de envolvimento de seu nome”. Só isso. Mercadante – notoriamente seu aliado mais próximo no governo – continua como ministro. Fora a frisada idiota de que seria uma “iniciativa pessoal”. Que papelão…

E por que isso? Porque não pode deixar o aliado pendurado na brocha. Afinal, o que Mercadante estava fazendo ali? Ele próprio não seria parte da delação de Delcidio, mas Dilma sim. Ele sempre foi um adversário do delator. E, vale reiterar, é o membro do governo mais próximo de Dilma.

A tese do “aloprado 2.0” já nasce furada, pois o episódio é muito mais tenebroso do que isso. Tanto o fato quanto a “explicação”, no fim, retratam perfeitamente este governo que, ainda bem, já está no final.

Dilma Rousseff - Aloisio Mercadante - Delcidio do Amaral - gravaçao

E já vai tarde.

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