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A saída é o ajuste fiscal de verdade; aumento no crédito quebraria (ainda mais) o país

Já foi esgotada por completo a fase do marketing e da maquiagem.

O mundo político é todo calcado em boatarias, muitas delas fantasiosas e até meio malucas, mas há uma que assusta diante do risco da veracidade: o aumento no crédito como “solução” da crise. Isso é aventado de quando em vez e, considerando que falamos aqui de um governo que chega ao ponto de emitir R$ 40 bilhões em títulos para pagar algumas pedaladas, é razoável ter medo.

A “chuva de crédito” teria como efeito imediato um aumento no consumo e o aparente aquecimento de alguns setores, mas na prática é uma bomba relógio – que poderia explodir somente depois de 2018, o que torna tudo ainda mais inquietante. Vale lembrar que a crise atual teve e tem os mesmos moldes: foi empurrada par debaixo do tapete com medidas desse tipo, até que depois das eleições de 2014 ficou impossível escondê-la.

Agora, porém, há uma diferença. O mercado está mais atento para isso, as agências internacionais já não engolem mais as artimanhas do governo e o desemprego se alastra de modo a complicar ainda mais essa hipótese.

Enfim, o caminho para sair da crise é apenas um: ajuste fiscal. A “ajuda” ao setor produtivo nunca pode acontecer mediante liberação de créditos, mas sim desoneração de impostos e/ou benefícios que estimulem o aumento na produção e na geração de empregos.

Dilma Rousseff - Rombo no Orçamento - 100 bilhões

A crise exige ação, não marketing. Já esgotamos esta etapa.

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