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A “vergonha de ser petista” é uma ótima notícia em tempos de guerra da informação

Eles sempre foram os maiorais na comunicação, mas não conseguem lidar com esta nova realidade.

Todos temos vários amigos/conhecidos que são petistas, todos sabem que são petistas, mas eles negam. Costumam começar seus comentos políticos com os dizeres “não sou petista, mas…” e em seguida vem uma defesa apaixonada do partido do coração. Mas eles têm vergonha de admitir isso. Essa vergonha, especificamente esse acanhamento em revelar o partido que tanto amam, é uma grande vitória do “lado bom” na atual guerra de informação.

Não, não se trata de ódio nem de perseguição. Claro que não! Eles dizem isso já no desespero de não ter mais o que falar. Mas a verdade é outra: o povo caiu na real. Simples assim. Aliás, vale salientar que os próprios candidatos têm escondido o partido.

Está cada vez mais difícil dizer-se petista sem ouvir poucas e boas (nada de agressão, mas sim críticas no plano das ideias, que de fato não são poucas).

Durante muito tempo, eles dominaram todas as narrativas. Contavam – ok, ainda contam – com o apoio inestimável de boa parte dos articulistas e “formadores de opinião” e determinavam como as pautas seriam discutidas. Por mais que uma manchete denunciasse X, havia um sem-número de colunas e afins dizendo que se tratava de Y, Z e assim por diante.

Hoje, não mais.

Não são mais os jornalões, revistas ou emissoras que escolhem quem “formará opiniões”. Para além disso, e já há anos, as pessoas deixaram de ser meras receptoras e se transformaram em emissoras de conteúdo, controlando o compartilhamento em suas redes e, assim, diminuindo de forma sensível o poder das grandes empresas de comunicação.

O atual contexto, em que mesmo o petista mais notoriamente petista fica com vergonha de assim assumir-se, é resultado da livre decisão dos indivíduos – com base nos absurdos praticados pela legenda em comento. Não se trata, como dizem, de “lavagem cerebral” da mídia. Bem ao contrário, aliás. Porque, perto de tudo que acontece, noticia-se ainda muito pouco – sempre com os comentários atenuantes dos “analistas políticos” majoritariamente pró-esquerda.

Novos tempos. Tempos bons.

em tempo: por mais que seja positiva a tal vergonha, não podemos relaxar e devemos SEMPRE lembrar aos eleitores quem é do PT

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