Blog

Acabou a palhaçada! Itamaraty emite notas duras contra bolivarianos e UNASUL

Com José Serra à frente do Ministério das Relações Exteriores, a postura mudou.

Nicolas Maduro - Raul Castro

Um dos piores pontos dos governos petistas – e todos sabem quão difícil é selecionar os piores – era a total subserviência de nossa diplomacia à agenda bolivariana das ditaduras e semi-ditaduras latinas. Era comportamento padrão a cabeça sempre baixa a governos autoritários de Venezuela, Cuba e Bolívia, entre outros.

Mas parece que a coisa mudou, não é mesmo?

Em menos de 24h de novo governo, o Itamaraty – agora chefiado por José Serra – emitiu nota rejeitando “enfaticamente” os governantes bolivarianos que falavam em “golpe”. Em outro comunicado, criticou a postura equivocada do Secretário-Geral da UNASUL.

Até que enfim, acabou a palhaçada! Parabéns ao Ministério das Relações Exteriores pela nova postura!

Seguem as duas notas, integralmente:

Nota 176
13 de maio de 2016

Manifestações sobre a situação interna no Brasil

O Ministério das Relações Exteriores rejeita enfaticamente as manifestações dos governos daVenezuela, Cuba, Bolívia, Equador e Nicarágua, assim como da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América/Tratado de Cooperação dos Povos (ALBA/TCP), que se permitem opinar e propagar falsidades sobre o processo político interno no Brasil. Esse processo se desenvolve em quadro de absoluto respeito às instituições democráticas e à Constituição federal.

Como qualquer observador isento pode constatar, o processo de impedimento é previsão constitucional; o rito estabelecido na Constituição e na Lei foi seguido rigorosamente, com aval e determinação do STF; e o Vice-Presidente assumiu a presidência por determinação da Constituição Federal, nos termos por ela fixados.

Ministério das Relações Exteriores
Assessoria de Imprensa do Gabinete

***

Nota 177
13 de maio de 2016 – 18:58

Declarações do Secretário-Geral da UNASUL sobre a situação interna no Brasil

O Ministério das Relações Exteriores repudia declarações do Secretário-Geral da UNASUL, Ernesto Samper, sobre a conjuntura política no Brasil, que qualificam de maneira equivocada o funcionamento das instituições democráticas do Estado brasileiro.

Os argumentos apresentados, além de errôneos, deixam transparecer juízos de valor infundados e preconceitos contra o Estado brasileiro e seus poderes constituídos e fazem interpretações falsas sobre a Constituição e as leis brasileiras. Além disso, transmitem a interpretação absurda de que as liberdades democráticas, o sistema representativo, os direitos humanos e sociais e as conquistas da sociedade brasileira se encontrariam em perigo. A realidade é oposta.

Tais juízos e interpretações do Secretário-Geral são incompatíveis com as funções que exerce e com o mandato que recebeu do conjunto de países sul-americanos nos termos do Tratado Constitutivo e do Regulamento Geral da UNASUL.

Mais Lidas

To Top