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Acordão ou estratégia? Cunha agora defende que pedaladas não rendem impeachment de Dilma

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Quer ele livrar a cara de Dilma? Ou livrar a si mesmo da posse de tão poderosa canetada?

A exemplo do relator escolhido por Renan Calheiros no Senado, Eduardo Cunha agora diz que não tem certeza se as pedaladas fiscais cometidas por Dilma justificariam um impeachment. A coincidência de discurso deixa claro que alguma ação os presidentes do parlamento fazem juntos. Num primeiro cenário, o provável, ambos apenas buscam brechas para livrar a cara de Dilma, em troca de que ela interceda junto ao Conselho de Ética e mantenha o mandato do hoje inimigo número um do PT.

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

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O segundo cenário soa mais ingênuo, é mais ingênuo, mas não pode ser descartado. Nele, Cunha busca um argumento de fácil contestação, arquiva o pedido assinado por Hélio Bicudo, Janaína Paschoal e Miguel Reale Jr, lava as mãos e deixa a encrenca aos cuidados da oposição, que precisaria entrar com um recurso para que o impeachment vá à pauta. Desta forma, o centro das atenções passa a ser um embate entre STF e partidos de oposição, tirando o presidente da Câmara da mira da imprensa, ao menos temporariamente.

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