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Alexandre Garcia: total de mortes no regime militar são “3 dias de assassinatos no Brasil de hoje”

O jornalista fez um relato inusitado e corajoso sobre a ditadura no Brasil. Em geral, jornalistas da chamada “grande mídia” preferem não mexer nesse vespeiro; sobretudo, não não da forma como ele fez.

Recentemente, bem recentemente mesmo, o jornalista global foi atacado por uma tal Associação Nacional dos Professores de História e a resposta simplesmente humilhou os “docentes”.

E agora, com bem mais polêmica, ele revisita o período militar. Mas resolveu, ao contrário de praticamente toda análise publicada na imprensa “mainstream”, abordar algumas particularidades quase nunca abordadas.

Ele começa desmentindo a lorota de que seria porta-voz do presidente Figueiredo. Mas, em seguida, surgem trechos realmente corajosos e de certa forma inéditos entre os analistas de maior alcance.

Confiram os trechos mais polêmicos:

História e verdade (…) Se levassem História a sério veriam que (o porta-voz de Figueiredo) se chamava Saïd Farhat, que foi demitido, entrando em seu lugar o embaixador Carlos Átila. Durante 18 meses fui literalmente o sub do sub, porque abaixo de Farhat, Ministro e portavoz, havia um secretário de imprensa e eu era subsecretário para a imprensa nacional. A raiva deles deve vir do seguinte: na edição de domingo, 17 de agosto de 1980, eu dei entrevista ao Correio do Povo, que era o jornal mais importante do Rio Grande do Sul, revelando que a sucessão de Figueiredo seria civil. O título da entrevista, com chamada na primeira página, foi O Sucesssor de Figueiredo será Civil. A revelação repercutiu no dia seguinte em todos os grandes jornais do país. A raiva deles é que isso derruba no chão a tese de que foram eles que acabaram com o governo militar, por meio do movimento “diretas já”. Ora, esse movimento só apareceu quase três anos depois do meu anúncio (…) Disseram que lutaram pela democracia. Com bombas, sequestros, assaltos, execuções. Fui assaltado no Banco do Brasil em Viamão, pela Vanguarda Armada Revolucionária, quando era estudante de jornalismo. Na luta armada, que durou menos de dez anos, morreram 364 ativistas, segundo o livro Dos Filhos Deste Solo, do Ministro de Direitos Humanos de Lula, Nilmário Miranda, ele próprio um dos que lutaram contra o governo. Somando-se aos que foram mortos pela esquerda armada, chega-se a um total inferior a 500 vítimas em 20 anos. Isso equivale a três dias de assassinatos no Brasil de hoje. Pelo que contam alguns professores, a verdade está anos-luz à frente da versão ideológica. São dados para fazer voltar a realidade da História recente. Que os jovens talvez desconheçam, porque receberam informações mirabolantes de alguns professores (…) tenho a honra de ser reservista do Exército Brasileiro, onde aprendi a aprofundar minha formação de casa, de amor à Pátria, honradez, disciplina, respeito aos outros, às leis e à ordem.” (grifos nossos; a íntegra está em sua página oficial)

Uma aula, portanto.

E, claro, a militância de esquerda distorcerá ao máximo tudo isso. Mas, também é claro, aqui estaremos para corrigir a verdade sempre que eles tentarem fazer passar a mentira.

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