Blog

Amor em SP: teremos a gestão Kassab-Haddad

Imagem profética, quem diria!

Que essa história de “novo” era só conversa-mole marqueteira, convenhamos, qualquer um já sabia. O abraço caloroso no coligado (não mero apoiador) Paulo Maluf já deixava claro, não obstante o fato do próprio Haddad já ter feito parte da gestão Marta. Mais ainda: a sanha por “renovação” no PT, como sabemos, surgiu do indiciamento (e agora condenação) de seus principais líderes que, também como sabemos, não foram nem nunca serão expulsos do partido, ainda que seja o determinado pelo estatuto.

Mas sigamos.

Hoje, segundo reportagem do Estadão, foi anunciado o secretário de Verde e Meio Ambiente de Haddad. Ninguém menos que o LÍDER DE KASSAB NA CÂMARA. Sim, o atual líder do prefeito. UMA INDICAÇÃO DE KASSAB PARA A ADMINISTRAÇÃO “NOVA”.

A lorota do “novo”, que já estava desacreditada, virou anedota de mictório – lembrando que somos nós, cidadãos, o alvo final desse chiste político jocoso.

Além de Maluf, cujo partido também terá sua secretaria, teremos também Kassab na gestão petista em São Paulo. Podemos dizer, com segurança e sem qualquer desonestidade fática ou intelectual, que se trata de uma CONTINUIDADE. Aceitar apoio é uma coisa, COMPOR GOVERNO é outra. Ao partir par essa segunda opção, Haddad se torna o sucessor direto da gestão Kassab, vez que – por óbvio – traz para sua administração ninguém menos que o LÍDER daquele que, até dias atrás, atacava ferozmente (era brinques, claro).

E por que atacava? De novo: marketing. Pesquisas apontavam desgaste do já-quase-ex-prefeito e, com isso, Haddad descia a ripa (mesmo depois de o terem procurado para fechar uma chapa – vejam lá a foto da convenção petista). Daí, uma vez eleito, o PT chama para seu governo exatamente quem seria o “atraso”. Uns vão dizer que é do jogo, talvez até seja, mas imagino agora a cara do pessoal que fez campanha contra Kassab. Pois é: ele está na nova gestão, indicando seu líder como secretário municipal.

Quem diria que era esse o “amor” que faltava.

ps – quando falo em indignação de militantes, evidentemente não incluo empresários – do dia ou da noite – com interesses diretos em partidos ou afins, sejam filiados ou não nestes ou naqueles partidos; falo do cidadão inocente que acreditou nas arapucas eleitoreiras e foi feito de idiota – os outros, claro, são os “espertos”.

Notícias Recentes

To Top