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Análise: carta de José Dirceu acena para “venezuelização” do Brasil

Parece algo além de mero agrado à militância.

Foto: Leandro Taques / AE

Ontem, comentamos sobre a carta de José Dirceu, escrita ainda antes da decisão do STF sobre sua soltura. Nela, ele é incisivo quanto a uma guinada à esquerda por parte do PT e determinado trecho não deixa dúvidas quanto a isso:

“Seguramente, voltaremos com um giro à esquerda para fazer as reformas que não fizemos na renda, riqueza, poder, a tributária, a bancária, a urbana e a política. Não se iludam vocês e os nossos” (grifamos)

Pois é. O PT nunca escondeu sua simpatia ao regime venezuelano e, mais do que isso, foi elaborada nota oficial em favor de Maduro, mesmo depois de as coisas ficarem mais rígidas.

A carta de Dirceu, portanto, não destoa da posição histórica do partido e certamente não é feita apenas para agradar à militância (sim, a política tem disso). A descrição objetiva das reformas mostra que há um projeto de poder muito diferente daquilo de “carta ao povo brasileiro”.

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