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Análise: delação de marqueteiros do PT tende a apressar a de Antonio Palocci

O ex-ministro de Lula e Dilma é citado.

A novela sobre a delação de Antonio Palocci, ex-ministro de Lula e Dilma Rousseff, pode ter final abreviado diante da delação de João Santana e Monica Moura, marqueteiros dos dois ex-presidentes petistas. Em primeiro lugar, simplesmente porque Palocci é citado nominalmente. Mas, para além disso, porque quanto mais demorar, pior será (como já comentamos).

Ele pode, é claro, insistir na estratégia de que não será atingido de forma grave e, assim, conseguirá escapar. É um ponto. O problema é que já tentaram isso e o resultado não foi dos melhores. Sim, exatamente, falamos aqui de Marcelo Odebrecht – cuja delação, feita bem depois da primeira oferta, não teve os mesmos benefícios que constavam da primeira (e infrutífera) tentativa.

Palocci não é bobo e sabe disso. Também sabe que foram divulgados os acordos de João Santana e Monica Moura e, portanto, está ciente da citação de seu nome.

Assim, caso exista mesmo alguma hesitação em delatar, ela agora ganharia naturalmente inclinação positiva. Se de fato ele pensa nisso, ela será apressada. Porque o tempo é um fator fundamental.

Em tempo: também deve ajudar nisso a informação de que o depoimento de Lula, ontem, não foi exatamente um sucesso.

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