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Análise: entenda por que as chances de impeachment de Temer são muito remotas

É a realidade.

Foto: ABC

Em primeiro lugar, o óbvio: todo e qualquer impeachment de Presidente da República é muito difícil. É preciso juntar três fatores: o ato previsto em lei, 2/3 de parlamentares dispostos a isso (na Câmara e também no Senado) e a opinião pública favorável. Há boa margem para Temer escapar, portanto.

Na parte jurídica, ele alegará que não cometeu nenhum ato que pudesse ensejar o pedido. E, assim como ocorreu no caso de Dilma, isso servirá de subsídio para recursos e afins, de modo que pelo menos tempo ele ganha. Apoio popular, é verdade, não existe. Nesse ponto, há pouco o que fazer.

Porém, faltam os 2/3 do Parlamento. Um pedido desse tipo, na conjuntura atual, pararia na primeira comissão, sem nem ir a plenário. Ainda que fosse – o que já é remoto -, ele dificilmente perderia. Na hipótese de perder na Câmara, tem o Senado para evitar seu afastamento. A esta altura, os parlamentares não estarão assim tão suscetíveis à opinião pública.

É a triste realidade. E Temer obviamente sabe disso.

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