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Análise: na prática, ao menos por enquanto, prisão de Geddel não interfere no Governo Temer

Os fatos remetem a outro governo.

Perguntado hoje mais cedo sobre a prisão de Geddel Vieira Lima, Romero Jucá (PMDB/RO) afirmou que lamentava pelo lado pessoal, mas que o governo seguiria sem abalo. É uma desculpa tradicional nesse tipo de ocasião, mas desta vez ela está bem correta.

Sim, o governo continua normalmente. Se sofrer algum abalo, não será por isso.

E a razão é simples: Geddel foi preso em investigação que trata de fatos referentes a 2011/2013, quando era Vice-Presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal. Sim, no governo de Dilma Rousseff.

Eventuais ‘revelações’ referentes a isso, portanto, espirrarão no PT, não em Michel Temer – em que pese tratar-se de um aliado e também ex-Ministro.

– Ah, mas ele pode falar algo mais recente? – pergunta alguém. Resposta: improvável. Falar o quê? Saiu do governo logo nos primeiros dias.

Desse modo, claro que o episódio pode – e vai – ser usado para atuar no desgaste, mas na prática não afetará o governo que, como dissemos, já entrou em modo “primeiro o pragmatismo, depois a opinião pública”.

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