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Análise: o fim da Cracolândia é uma primeira medida necessária e que já passava da hora

“Primeira” porque, obviamente, não

Foto: Mister Shadow / ASI / Estadao Conteudo

Uma ação conjunta das polícias Civil e Militar, bem como da Prefeitura de São Paulo, pôs fim à Cracolândia, situada na região central da cidade. Não, a medida não acabou com o consumo do crack – nem poderia. Também não acabou com todo o tráfico na cidade. Trata-se apenas de um primeiro passo, pra lá de necessário e já suficientemente tardio.

A esquerda, como sói, foi contra. Sobre isso falaremos mais detidamente em outro post, pois agora é importante tratar do caso, em si.

Esta primeira ação jamais resolveria TODO o problema, isso é óbvio, e todos sabem disso. Mas era pra lá de necessária, considerando o tráfico a céu aberto e a existência de uma “terra de ninguém”. Segundo informa o Estadão, foram presos 38 traficantes e a região, antes dominada, agora está livre para que a população a ocupe.

Paralelamente a isso, por óbvio, duas medidas são necessárias: a primeira, manter o combate ao tráfico, não permitindo que se formem novas cracolândias; a segunda, igualmente fundamental, é fornecer amparo aos viciados, se não tudo será em vão.

No mais, ainda que pareça ou talvez em certa medida seja mesmo uma guerra quase impossível, cabe ao Poder Público enfrentar esse tipo de desafio, por mais que alguns setores sugiram indisfarçadamente o “não tem como, deixa acontecer”.

Não, não se deve deixar acontecer.

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