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Análise: sem poder atacar Palocci como delator, PT tende a adotar tese da coação

Uma sinuca e tanto.

Até agora, a fórmula adotada para “combater” a Lava Jato consiste em fazer ataques pessoais a delatores, procuradores, juízes etc. Basicamente, “ninguém presta” e tudo seria uma “farsa” em busca da perseguição de um partido e uma pessoa. No caso de Antonio Palocci, porém, esse expediente não será possível.

Afinal, além da relação estreita com toda a cúpula partidária, foi ministro de Lula e Dilma-Rousseff em posições de destaque nos dois governos. Simplesmente, não tem como descredenciar a pessoa.

Resta, portanto, uma saída que já vem sendo ensaiada: alegar que ele foi coagido a falar as coisas e, desse modo, teria inventado fatos para safar-se do pior. Esse argumento já vem sendo ensaiado em algumas declarações soltas, provavelmente para construir o enredo a ser usado com Palocci.

Vai funcionar? Até agora, nenhuma deu certo. Mas eles continuam.

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