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Aprenda a não cair no “truque do especialista”, sempre aplicado pela imprensa

É uma tática velha, manjada e já desmascarada algumas vezes. Mas eles não param. Então, sigamos desmascarando. Aprenda a identificar esse truque furado.

De repente, em meio a um tema em voga, surge uma entrevista com algum especialista. Ora bolas, ele é um ESPECIALISTA, então certamente sabe do que fala, certo? Nem sempre. Na verdade, bem raramente.

É comum, por exemplo, chamarem um “especialista em segurança pública” que, vamos saber depois, é na verdade sociólogo – algo próximo de um vegetariano especialista em churrasco.

Mas por que chamam esse cara? O truque é justamente esse. A imprensa, por princípio, precisa ser imparcial, de modo a exprimir opinião nos editoriais e nas colunas assinadas. Mas reportagens não podem ter nada além dos fatos. Ou… Pois é: ou OPINIÕES DOS ENTREVISTADOS.

Assim, sacam da manga aqueles “especialistas” cujas opiniões até nossas bisavós conhecem. Em muitos (muitos!) casos, aliás, é figura carimbadíssima, dessas de aparecer em tudo que é abaixo-assinado.

Aprenda, portanto, a SEMPRE DUVIDAR DOS “ESPECIALISTAS”. Sempre. De verdade. Dica: comece a fazer uma busca simples a partir de agora e perceba o quanto determinados veículos possuem viés exagerado para este ou aquele lado. Por uma dessas coincidências do destino, SEMPRE a opinião “especializada” vem de gente de uma mesma trincheira.

Chega a ser quase divertido constatar isso. Mas no fim é mesmo trágico. Ou tragicômico.

ps – a imagem em destaque deste post, que aparece nas redes, é uma imagem do economista francês Thomas Piketty, celebrado geralmente por jornalistas de esquerda e demais pessoas de viés ideológico não muito famosas pelo talento com as contas. Pois bem: ele foi refutado por um estudante e também por Bill Gates (e esse é um exemplo até mesmo NOBRE de esquerdista “especializado”; por aqui, o nível é bem mais baixo).

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