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As lorotas do primeiro ministro de Dilma e o velho truque petista de “tirar da reta”

É claro que as pessoas já não acreditam em mais nada disso.

Jaques Wagner é uma espécie de “primeiro ministro” da gestão Dilma Rousseff. Oficialmente, é o Ministro Chefe da Casa-Civil – cargo que já teve verdadeiros expoentes da democracia em seu exercício, tais como José Dirceu, a própria Dilma, Palocci e grande elenco.

Além da alta função, Wagner é apontado como “homem de Lula”, algo que certamente o qualifica para sempre dizer a verdade. Pois é. Não por acaso, soltou uma miríade de lorotas das mais brabas em entrevista concedida à Folha. A seguir, comentamos as mais patéticas:

O governo começou o ano falando em crescimento e vai acabar com retração de quase 4%, inflação em dois dígitos e juros altos. 2015 foi um ano perdido?
Foi um ano difícil. Não conseguimos compactar a base de sustentação ao governo no Congresso, a crise da economia mundial repercutiu aqui, assim como repercutiu os ajustes que precisamos fazer no começo do ano por conta das medidas de 2013 e 2014.

“Compactar a base de sustentação”? Ok, deixemos de lado o eufemismo risível. A cascata aqui é outra: NÃO HÁ CRISE INTERNACIONAL. O PT não desiste disso, é inacreditável, e fala como se fosse verdade, quase sempre sem contestação. Mas a realidade é outra: NÃO HÁ CRISE INTERNACIONAL. Repetindo: NÃO HÁ CRISE INTERNACIONAL. É aqui o problema, e esse problema é culpa exclusiva das gestões petistas.

O que o senhor quer dizer?
A impopularidade de Dilma hoje é consequência de que a gente teve que consertar medidas tomadas em 2013 e 2014, que tiveram seu lado positivo e, como tudo na vida, também consequências ruins. Mas nunca teve dolo. A banalização do processo como recurso eleitoral é o “impeachment tapetão”, que não é com motivo, é para recorrer do jogo que perdi em campo. Mas isso também será cobrado da oposição, porque impopularidade não é crime.

O cara não deve ficar nem vermelho dizendo isso. É incrível! Não, ministro, a queda na popularidade de Dilma Rousseff não tem NADA a ver com qualquer medida efetiva contra a crise. O motivo de nem 10% da população sustentar essa incompetente é porque ELA PRÓPRIA CRIOU A CRISE. E também por conta dos inúmeros casos de corrupção atingindo os governos petistas. Além, claro, de ter escondido a dimensão da tragédia durante a campanha, fazendo ainda por cima um monte de promessa que agora não tem como cumprir. Esses são os motivos reais que fazem Dilma Rousseff ser a presidente mais rejeitada da história do Brasil.

Por que o PT se entregou a estes métodos?
Porque ficou usando ferramentas que já eram usadas.

Que tipo de ferramentas?
Do financiamento privado [para campanhas eleitorais] e aí acabou reproduzindo metodologias. Talvez, porque nunca foi treinado para isto, deve ter feito como naquela velha história: “Quem nunca comeu melado, quando come, se lambuza”. Quem é treinado erra menos, talvez, né?

Essa é a parte mais vergonhosa de uma entrevista já suficientemente vexatória. Como sempre, a “culpa” não é de quem rouba, mas do próprio dinheiro que, poxavida!, estava ali dando sopa. É aquela velha anedota de pegar alguém traindo no sofá e culpar… O SOFÁ!

E, como sempre, os petistas tentam usar episódios deploráveis dos quais eles próprios são culpados para tentar sair como vítimas e ainda emplacar alguma tese da legenda. A bola da vez é o “fim do financiamento privado”, que para alguns incautos parece uma coisa boa, mas seria uma tragédia para o sistema político brasileiro.

A culpa do roubo não é do dinheiro, mas sim do ladrão. E é simbólico que este seja o “primeiro ministro” de Dilma, mais ainda que seja apontado como braço direito de Lula. Os dois atributos estão adequadíssimos, sem dúvida alguma.

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