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Até o filho de Pablo Escobar reclama que a série “Narcos” o retratou muito bonzinho

Não duvidem: a esquerda dirá que ele está exagerando.

Imagem: "Narcos", Netflix

Muitas vezes reclamamos de como a esquerda costuma edulcorar facínoras, dando verniz às vezes neutro ou até mesmo positivo para alguns monstros de nossa história. Os exemplos são vários: Che Guevara, Stálin, Fidel Castro e assim por diante. E não seria diferente com Pablo Escobar.

A série “Narcos”, produção muito bem feita da Netflix, mergulhou no chamado viés humano do maior traficante de todos os tempos, e muitas vezes ele seria retratado quase que como um herói – algo que acontece em outras obras do tipo.

Exagero nosso? Bom, quem diz isso é Sebastian Marroquin, filho do criminoso morto. Segundo ele:

“Hoje há um culto à violência, para o qual colaboram as séries feitas sobre meu pai. Não me oponho que se conte histórias, mas sim que se glorifique os crimes e se mostre o narcotráfico de forma glamourosa. Isso confunde os jovens (…) Todo o dia recebo muitas mensagens de jovens pedindo ajuda para ser como o meu pai. Querem ser bandidos, me mandam mensagens vestidos como ele, com seu bigode, seu penteado e seus trejeitos, fazendo uma ode à violência. As séries o converteram em um herói e têm instalado nos jovens a ideia de que o narcotráfico é cool” (grifamos)

Não duvide: dirão também que o filho de Pablo Escobar exagera.

Fonte: Estadao

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