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Bahia, do petista Jaques Wagner, tem 5 das 10 cidades mais violentas do país

Quando são consideradas as 100 cidades mais violentas, a mesma Bahia possui 22 municípios da lista. Oito anos de administração petistas não ajudaram a reverter a situação.

Brasília-DF, 10/02/2011. Presidenta Dilma Rousseff recebe o governador da bahia Jaques Wagner. Foto: Roberto Stucket Filho/PR

Foi divulgado um estudo que lista as 500 cidades mais violentas do Brasil. Os dados são baseados em números de 2012 e a taxa só foi calculada para cidades com mais de 10 mil habitantes. Entre as dez primeiras listadas, cinco ficam localizadas no estado da Bahia, que é governado pelo petista Jaques Wagner. São elas: Mata de São João, Simões Filho, Ibirapitanga, Itaparica e Porto Seguro. Entre as 100 mais violentas, 22 delas são baianas.

Wagner é governador da Bahia desde janeiro de 2007, mas esses quase oito anos de administração não parecem ter sido bem aproveitados pelo PT no combate à violência. Com uma gestão comprovadamente ineficiente nesse aspecto, o partido não consegue um case necessário para apresentar a São Paulo, estado que busca conquistar com José Padilha, que constantemente tenta se mostrar mais capacitado que a atual administração paulista para cuidar da segurança da população.

Mesmo no Brasil como um todo, a administração petista há 11 anos no poder não tem muito do que se orgulhar. Dentre as 50 cidades mais violentas do país, 32 se encontram no Nordeste, região do país que proporcionalmente mais rende votos ao PT. Noutro levantamento, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2012, houve 50 mil assassinatos no Brasil, número que corresponde a pouco mais de 10% dos homicídios ocorridos no mundo inteiro.

As taxas de homicídio declinaram nos estados do Rio de Janeiro (29%) e São Paulo (11%), mas cresceram no norte e nordeste do País, com destaque para a Paraíba, que registra um aumento de 150%, e Bahia, que contabiliza um aumento de 75% no número de homicídios nos últimos dois anos [2011 e 2012]. O Estado de Pernambuco é uma exceção no Nordeste, com queda de 38.1% na taxa global de homicídios.

Outro estudo, baseado em informações da DATASUS, aponta que nos últimos dez anos houve aumento da violência no Brasil em todas as regiões – com exceção do Sudeste, que passou a ser a mais tranquila do país. A Bahia, por exemplo, registrou uma elevação de 220% no número de homicídios de 2001 a 2011.

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Exceto pela parte mais densa do Sudeste, que já conseguiu reverter o crescimento da violência, o Brasil como um todo vive uma enorme crise de segurança pública com números comparáveis aos de zonas de guerra. O Nordeste, que vem sendo defendido como um case de sucesso dos programas assistenciais do PT, vem se mostrando a região mais carente de políticas de segurança eficazes. O discurso governista tenta se livrar da culpa pela situação defendendo ser da alçada dos estados o combate a esse problema. Mas o próprio lavar de mãos da parte de quem comanda o maior orçamento da nação há de ser considerado pelo eleitor da hora de definir seu voto nos próximos meses. Cinquenta mil assassinatos por ano deveria tirar o sono de quem quer que esteja no controle da presidência da república. Mas aparentemente não é o que acontece.

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