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Casamento luxuoso pago com verba de cultura deixa claro: a Lei Rouanet precisa ser revista

A coisa já passou de todos os limites.

Lei Rouanet - Operação Boca Livre - Casamento

A Lei Rouanet existe desde 1991, época do governo Collor, e os casos de corrupção também vem de décadas atrás. Além disso, hoje o dispositivo deixou de ser usado como uma exceção ou estímulo, mas sim como REGRA para o financiamento da cultura, incluídos aí alguns megaeventos extremamente lucrativos ou mesmo fechados a convidados(e o dinheiro da renúncia fiscal é sim grana pública – tanto que sua execução é fiscalizada por uma operação como essa).

Agora, com a Operação Boca Livre, descobriu-se até mesmo um luxuosíssimo casamento pago por meio da Lei Rouanet. Um escárnio, para dizer o mínimo.

Tudo isso coloca em xeque o dispositivo. Seria mesmo algo fundamental para a “cultura do país” ou apenas um mecanismo utilizado de forma descontrolada, especialmente por empresários já muito bem estabelecidos financeiramente? Convenhamos, a resposta é clara.

O país está num momento crucial, no olho de um furacão econômico avassalador, que ceifa empregos e exige de todos alguns sacrifícios imensos. Desse modo, não há razão para manter uma lei como essa.

Quer fazer um megaevento? Use seu próprio dinheiro, já que o lucro será mesmo só seu. Não é nem razoável que todos os cidadãos sejam parceiros do prejuízo, mas só os empresários (já muito bem de vida) tenham direito aos benefícios financeiros. Nenhum outro negócio do país é assim.

A elite do empresariado cultural precisa também fazer alguns “sacrifícios”.

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