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Cassação de Cunha implode a narrativa petista do impeachment de Dilma ser um “golpe”

A base da historinha deles era a de que o afastamento da então presidente seria uma manobra para manter o parlamentar. Deu no que deu.

Não, não houve golpe. Nem no impeachment de Dilma Rousseff, nem na cassação de Eduardo Cunha. Aliás, como já demonstramos aqui, todos os motivos alegados pela petista também poderiam ser usados pelo ex-presidente da Câmara. O problema é que são desculpas esfarrapadas.

Mas o principal aí, para além dessa obviedade, é o fato de que a queda definitiva de Cunha serviu para ENTERRAR TAMBÉM DE FORMA DEFINITIVA a historinha furada de que a saída de Dilma seria um movimento “golpista”.

Isso porque, na base de tudo, de toda essa narrativa, estava a alegação de que o movimento tinha por objetivo “salvar Cunha”. Sim, isso mesmo. Era o discurso oficial do petismo, divulgado amplamente pela imprensa e endossado também de forma oficial por vários dirigentes do partido.

Em entrevista, Dilma Rousseff chegou a dizer que Cunha estaria mesmo acima de Temer.

Fora, claro, as piadocas da militância do PT na internet, dizendo que o peemedebista jamais cairia, que era balela aquilo de “tirar Dilma para depois tirar Cunha”. E também dizendo que a Lava Jato acabaria (e continua cada vez mais forte).

Deu no que deu. A narrativa-mestra foi pro chão. Não que alguém ainda acreditasse em “golpe” a esta altura, mas a coisa ficou ainda pior.

Quer dizer: ficou melhor. Em nome da verdade.

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