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Catimba contra catimba: a nova tática da oposição pelo impeachment de Dilma

Foto: Agência Brasília

Explorando as obstruções na pauta, empurraria a mudança da meta fiscal de 2015 para 2016, o que abriria espaço legal para o processo de impeachment.

A receita da impunidade no meio jurídico brasileiro costuma exigir apenas dois passos simples: explorar ao máximo todos os prazos possíveis; com o tempo ganho, buscar nulidades no processo. É basicamente o que Dilma vem fazendo em todos as esferas possíveis para se manter no poder. Somente junto ao TCU, a defesa da presidente conseguiu um semestre inteiro até que suas contas fossem finalmente rejeitadas. Com a chegada da documentação ao Senado, mais quatro meses foram conquistados junto a Renan Calheiros. Mas o PT está prestes a provar do próprio veneno.

Foto: Agência Brasília

Dilma Rousseff | Foto: Agência Brasília

A nova estratégia da oposição é, a exemplo do governo, “catimbar” ao máximo as votações de interesse de Dilma. Diz o Painel da Folha, o alvo seria a mudança na meta fiscal de 2015, que já se aproxima de uma correção pra baixo de quase R$ 170 bilhões. Caso seja empurrada para 2016, o Planalto infringiria as leis Orçamentária e de Responsabilidade Fiscal, justificando, assim, a abertura de processo de impeachment já no início de 2016.

Força para vencer no Congresso, o governo vem provando só possuir junto ao Senado. De fato a oposição tem chance de sair bem sucedida, apesar de a nova tática fortalecer as acusações de que a presidente estaria sofrendo um golpe. Mas ainda há o risco de um novo balcão de negócios ser aberto em Brasília e mais uma vez os cofres públicos serem usados para salvar a petista.

Quando se anuncia com muita antecedência uma estratégia do tipo, costuma-se dar tempo para o governo se articular e anulá-la. Mas a alternativa pode servir para manter viva a “chama” do impeachment num período em que a política naturalmente esfria com festas de fim de ano e recesso parlamentar.

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