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Claro que os protestos nunca foram sobre educação e ensino

E agora, com a revogação expressa do decreto, a militância partidária simplesmente não sabe mais o que fazer.

Todo mundo sempre soube que os protestos recentes não tinham como objetivo a melhoria do ensino ou da educação. A ideia sempre foi única e tão-somente a batalha político-partidária-eleitoral. Ponto. Organizadores ligados a partidos, entidades ligadas a partidos e assim por diante (confiram este post do Reinaldo Azevedo para sentir o nível da coisa).

E outra grande prova disso é que, quando Dilma cortou bilhões da educação, encerrou programas inteiros, cortou o FIES e até mesmo verba para CRECHES E PRÉ-ESCOLAS (!!!), além de muitas outras tesouradas, essa turma não fez nada, não falou nada, não reclamou. Ao contrário (óbvio): manteve apoio irrestrito ao governo federal.

Portanto, a liderança partidária organizadora, que usa os estudantes inocentes como massa-mirim-de-manobra, não está nem nunca esteve preocupada com a educação, com o ensino ou coisa que o valha. Os objetivos sempre foram (e sempre serão) eleitorais – quando muito, travestidos de ideológicos. Mas isso também não é novidade para ninguém.

O que assusta, de fato, é o PSDB insistir em ser tão péssimo nos embates de comunicação. Porque tudo não passou de mais uma batalha na guerra da informação – e perdida de forma fragorosa.

A reorganização do ensino é considerada ideia boa mesmo por muitos críticos, de modo que – como sempre! – a falha foi de comunicação. A esquerda chama de “debate”, diz que “faltou debate”, mas isso é bobagem.

Dilma não “debateu” com ninguém o corte de bilhões da educação, nem o corte dos programas, financiamentos ou até das creches. Mas, ao mesmo tempo em que fazia isso de forma abrupta, unilateral e sem conversa ou discussão, nunca recuou um milímetro na guerra da informação.

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A revogação do decreto também servirá para mostrar o caráter partidário e eleitoral dos que estão na liderança. Claro que não “aceitarão”, porque também é claro e óbvio que jamais estiveram ou estarão em busca de melhoria no ensino ou coisa que o valha. Tentarão a todo custo continuar, e para isso inventarão mais desculpas ou motivos supostamente nobres. É o que sempre fazem.

E, ao contrário do que muitos dizem, esse episódio não tem similaridade com os protestos de 2013, mas sim com o período pré-eleitoral de 2012, quando surgiram líderes (adivinha quem?) propondo “mais amor” e outras bobagens. Os mais inocentes acreditaram e receberam de presente o pior prefeito da história da cidade (e agora até os mais incautos daquela época o querem bem longe da prefeitura).

De todo modo, a historia se repete. E, nessa repetição, mais uma vez os tucanos tomam um baile. Espera-se que, enfim, eles tomem ciência de que se trata de uma guerra contínua de informação e comunicação.

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