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Com a saída de Jucá e a Lava Jato forte como nunca, a tese do “golpe” fica ainda mais ridícula

Tentaram inverter a narrativa, mas deram com os burros n’água.

Dilma Rousseff - narrativa do golpe - Romero Juca - Foto Ueslei Marcelino AP Photo

É, amigos, foi-se o tempo em que a esquerda controlava a “aparência dos fatos” por meio de suas versões. Já era. E o dia de ontem simboliza perfeitamente essa mudança.

Tudo começou com a revelação das conversas de Romero Jucá, especialmente à parte em que conversavam sobre as investigações e como poderiam diminuir a pressão acerca disso.

Logo, a narrativa dos nossos amigos de vermelho passou a ser a seguinte: o impeachment serviu para parar a operação Lava Jato.

Teria dado certo, mesmo sendo uma lorota, se Michel Temer fosse Dilma Rousseff. Afinal, quando um ministro do antigo governo foi flagrado em ligação parecida, sob suspeita de tentar calar uma testemunha da Lava Jato, ele foi MANTIDO NO MINISTÉRIO. Mas Jucá saiu ontem mesmo.

O segundo ponto, ainda mais forte, é o fato de que a operação CONTINUA. Ontem e hoje já rolaram duas fases, respectivamente 29ª e 30ª.

Ou seja: nem Jucá continua no governo, nem a Lava Jato foi parada. E a narrativa de “golpe confirmado” nasceu morta. Sim, políticos muitas vezes tomam decisões pensando no que é melhor para eles, às vezes achando que vão se dar bem com determinado fato.

Isso só mostra quem o político é, não necessariamente significa que o fato seja, por si, algo ruim. Aliás, a própria gravação do Jucá é uma prova inserida na justamente na Operação Lava Jato e é usada como prova no processo de um um investigado.

Em suma: a operação continua. O impeachment, também.

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