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Comprovado: Mais Médicos vem servindo para tirar emprego dos profissionais brasileiros

O programa, composto 79% por cubanos, vem servindo para as prefeituras substituírem médicos brasileiros por profissionais estrangeiros.

dilmabomdiabrasil

O Mais Médicos em breve completará a segunda temporada em atividade, mas somente agora está sendo possível conhecer os resultados dos seu primeiro ano de implementação. O TCU passou a limpo dados referentes ao período que vai de junho de 2013 a março de 2014 e chegou a uma conclusão em sintonia com as críticas recebidas: o programa, composto 79% por cubanos, vem servindo para as prefeituras substituírem médicos brasileiros por profissionais estrangeiros.

Segundo o estudo, basicamente metade dos municípios envolvidos no programa passaram a ter uma quantidade menor de médicos na rede pública municipal (contra apenas 23% que viram este número crescer). O motivo, segundo o TCU, seria uma falta de fiscalização eficiente da parte do Ministério da Saúde.

Para o órgão de controle, o Ministério da Saúde não faz um monitoramento adequado “para assegurar que os municípios não substituam médicos que já compunham equipes de atenção básica pelos participantes do projeto nem que haja redução do número de equipes”.

Em 14% dos municípios que receberam o Mais Médicos em sua primeira fase, observou-se uma redução significativa do número de médicos empregados diretamente pela prefeitura. Em junho de 2013, havia 2.630 médicos em exercício. Dez meses depois, esse número havia caído para 2.288. Quando subtrai-se os 262 profissionais trazidos pelo programa no período, chega-se a uma redução de 23% nas vagas públicas.

Em outro grupo de municípios que também equivalem a 14%, esse número chegou a aumentar, mas em quantidade menor que a de profissionais trazidos pelo programa. Contudo, choca ainda mais a constatação de que um terço dos médicos do programa não recebeu auxílio de um supervisor, algo prometido pelo Ministério da Saúde uma vez que abriu mão do “Revalida” para os diplomas estrangeiros.

Nas entrevistas feitas pelos auditores, 18% dos médicos admitiram que a falta de conhecimento de protocolos clínicos atrapalhou o atendimento e 50% afirmaram terem entrado em contato com o supervisor para tirar dúvidas.

O improviso é tanto que 3 em cada 5 intercambistas, segundo pesquisa realizada pelo TCU, nunca receberam um plano com a lista de trabalhos a serem realizados e o método que seria utilizado como acompanhamento:

Segundo o TCU, “eventuais desvios da função do tutor podem estar relacionados com a falta de planejamento da contratação de profissionais especificamente voltados para a gestão administrativa do projeto.

Mas o principal mistério sobre o Mais Médicos continua sem resposta da parte do TCU: o que acontece com 70% do salário de 10 mil reais pago aos médicos cubanos, já que ao bolso deles chega apenas pouco mais de R$ 3 mil? As investigações sobre os desvios do Petrolão, no entanto, lançam uma suspeita. A principal função de doleiros como Youssef, segundo depoimentos já conhecidos, era “repatriar dólares” para o PT. O que essa grana estava fazendo lá fora? Ou melhor: como essa grana saiu do Brasil?

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