Blog

Copa e crise na indústria podem causar um trágico efeito dominó na economia do país

Com tantos feriados oficializados ou não, o tão propagado aquecimento do mercado não veio e o temor é que o evento cause um estrago nos índices econômicos.

15jun2013---a-presidente-dilma-rousseff-centro-acena-para-o-publico-no-estadio-mane-garrincha-em-brasilia-antes-da-partida-de-futebol-entre-as-selecoes-do-brasil-e-do-japao-que-abre-a-copa-das-1371326725898_615x300

Nas últimas semanas, a empolgação com a Copa do Mundo fez muitos esquecerem que ela, na verdade, não foi benéfica para a economia como o governo apostava que seria. Segundo a Serasa, a atividade do comércio caiu 3,2% em junho por causa do evento.

Com forte diminuição no movimento de consumidores em supermercados, postos de gasolina e lojas de materiais de construção, a atividade do comércio varejista caiu 3,2% em junho, na comparação com maio, feitos os ajustes sazonais, informou a Serasa Experian. Em maio, o movimento do varejo tinha aumentado 0,6%.

A empresa de análises atribui essa queda aos feriados que ocorreram nas cidades que sediaram jogos da competição, além de a outros problemas que marcam a gestão petista, como juros elevados, baixo índice de confiança dos consumidores e desaceleração do mercado de trabalho.

Este, a propósito, começou a ser seriamente atingido pela crise econômica. Segundo Renato da Fonseca, gerente-executivo de Pesquisa e Competitividade da Confederação Nacional da Indústria (CNI), se esse quadro não for revertido, pode criar uma “espiral negativa” na economia.

“É muito difícil uma empresa manter seu quadro de funcionários se está há quatro anos sem crescer. Se começar a aumentar o desemprego, aí as expectativas vão cair ainda mais”, disse ele.

De acordo com a pesquisa, todos os indicadores, com exceção do faturamento, recuaram em maio ante junho no dado dessazonalizado. O emprego caiu 0,3% em maio ante abril e já tem o terceiro mês consecutivo de retração.

Até mesmo o ex-presidente Lula, em entrevista a veículos internacionais, já reconheceu os problemas econômicos. Ele afirmou que “obviamente o PIB nosso não é o PIB que a gente gostaria“, mas insistiu que não são necessárias grandes mudanças, embora o mercado tenha reduzido, pela sexta semana consecutiva, a expectativa para a sua alta em 2014, que está agora em 1,07%.

Para completar, a inflação, que há tempos se aproxima do teto de 6,5% estipulado pelo Banco Central e a alto custo segurada pelo governo, em junho finalmente passou dos limites e chegou a 6,52%, mesmo com um recuo do índice em relação ao mês anterior. A expectativa, no entanto, é que ela encerre o ano entre 6,3% e 6,4%. A não ser, claro, que algum fator externo interfira na economia do país, algo que não seria estranho num segundo semestre que deve escolher a maioria dos novos representantes público para o próximo ciclo de quatro anos.

Notícias Recentes

To Top