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Cotas em concursos: decreto de Haddad (PT), não de Doria, prevê “análise de cor da pele”

A esquerda tentou ensaiar algum protesto, mas o tiro já estava saindo pela culatra.

Convenhamos, a seguinte manchete, em pleno ano de 2017, é pra lá de assustadora sob qualquer ponto de vista:

“Concurso da prefeitura de SP verifica cor da pele de cotistas aprovados”

Um absurdo, sem dúvida. E, como o prefeito é João Doria, odiado pela esquerda, desnecessário dizer que a militância online já tinha iniciado aquilo de sempre. Porém, trecho da mesma reportagem, da Folha de SP:

“Ao todo, 138 candidatos acabaram desclassificados na análise de aparência. A gestão João Doria (PSDB) informou que seguiu definição de decreto de 21 de dezembro de 2016, editado pelo ex-prefeito Fernando Haddad (PT). A equipe de Doria promete rever o decreto. Um comunicado deve ser publicado no “Diário Oficial” do município nesta semana com prazo de recurso para quem se sentiu injustiçado. A lei municipal de cotas em concursos fala apenas em autodeclaração, a exemplo da legislação que reserva vagas nas universidade federais. O decreto de Haddad, porém, incluiu este novo rito. Ele segue o que prevê, inclusive, um decreto federal pelo presidente Michel Temer (PMDB) para concursos federais” (grifamos).

Outro trecho:

“Segundo informações da equipe do ex-prefeito Haddad, a criação da comissão de veracidade da autodeclaração foi resultado de um ano de discussões com membros do Ministério Público e do movimento negro –que denunciam volume elevado de fraudes. Havia preocupação de não desmoralizar o instituto das cotas. Para a secretária municipal de Direitos Humanos, Eloisa Arruda, a existência da comissão cria situações como essas. ‘Em uma população miscigenada, como a brasileira, temos grandes dificuldades de identificação’” (grifamos)

Pois é.

Um problema recorrente das cotas raciais, para além do debate de que, por si, seriam um fator para aumento do racismo, é a alta incidência de fraudes. Desse modo, em alguns casos, a autodeclaração não basta e instalam “tribunais de cor da pele” para julgar quem de fato mereceria o benefício.

Sim, em 2017.

Fonte: Folha de SP

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