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Crise econômica: a coisa é muito mais feia do que se imaginava – e vai piorar

A análise foi elaborada por três influentes economistas e circula entre empresários, investidores e analistas. Infelizmente, a coisa é mais feia do que se supunha.

Geraldo Samor, do blog “Veja Mercados”, postou o seguinte (trechos abaixo) sobre um documento (paper) que circula entre empresários, investidores e analistas:

É bem pior do que você imagina. Um artigo de nove páginas escrito por três economistas com trânsito junto à academia, empresários e políticos está causando choque e depressão em quem o lê. Em “O ajuste inevitável,” Mansueto Almeida Jr., Marcos Lisboa e Samuel Pessôa tentam quantificar, pela primeira vez, o aumento do gasto público já contratado para os próximos 15 anos. Até 2030 — ou seja, antes que um brasileiro nascendo este ano possa votar — o gasto anual do Estado brasileiro terá subido 300 bilhões de reais, uma aumento de 20 bilhões de reais por ano. (…) O ‘paper’ de Almeida, Lisboa e Pessôa destrói a análise superficial que diz que o problema fiscal brasileiro é apenas uma questão de ajustar a rota depois de alguns anos de gastos exorbitantes. Se o desafio conjuntural chega a ser paralisante, o problema estrutural das contas públicas é mortal. Os economistas mostram que, desde 1991, a despesa pública cresce a uma taxa maior do que a renda do País, em parte porque o Estado está sempre distribuindo novos benefícios a grupos organizados.” (grifos nossos)

A íntegra (em pdf) está aqui.

É aterrador. Mas ao mesmo tempo é fundamental e necessário que enfrentemos a realidade, encaremos os fatos, sem fugir do que está por vir. Isso não é alarmismo, mas a pura e simples realidade. E só se resolve um problema quando se sua real dimensão é conhecida.

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