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De Cunha sobre Dilma: “ela disse que tinha cinco ministros do Supremo para poder me ajudar”

Talvez a acusação mais grave já feita à presidente afastada.

Dilma Rousseff - Eduardo Cunha

Pesam contra Dilma Rousseff uma porção de fatos e provas, como pode demonstrar o próprio impeachment em fase de julgamento no Senado Federal. Aliados de partido metidos em encrencas sérias, doações de campanha por meio de Caixa 2 e assim por diante.

E agora Eduardo Cunha (PMDB/RJ) soma uma nova acusação contra a presidente afastada: teria oferecido a ele a influência sobre cinco ministros do STF. É uma acusação séria, provavelmente a mais grave já feita.

Uma coisa – já pesada – é aludir às preferências ideológicas de ministros do Supremo, ou mesmo acreditar que alguns ali votam de acordo com partidos. Mas os fatos narrados por Cunha, caso comprovados (ele diz ter testemunhas de uma das conversas), dão um novo e inacreditável grau à coisa toda.

Vale transcrever suas palavras em entrevista concedida à Folha:

A presidente, no dia em que eu estive com ela, em 1º de setembro, fui para uma audiência que ela convocou para falar de medidas e sei lá o quê. Ela disse que tinha cinco ministros do Supremo para poder me ajudar.

Ainda segundo Eduardo Cunha, o governador Pezão (PMDB/RJ) também tentou convencê-lo:

Pezão, numa segunda-feira que eu estava aqui em Brasília, agosto ou setembro, simplesmente me telefonou porque precisava falar comigo urgente. Ele disse: ‘eu estava querendo ir almoçar com o Michel no Jaburu’. Eu disse: ‘Pezão, quer me encontrar lá?’. E ele foi. Chegando lá, pedi licença ao Michel eu fui para uma sala sozinho com ele, que veio com a mesma história de que ela tinha cinco ministros do Supremo para me ajudar.

Parecia impossível, mas a coisa se complica ainda mais.

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