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Delação premiada: autora de livro sobre Eike Batista afirma que ele pagou campanhas do PT

Ela ainda diz que Lula e Dilma Rousseff atuaram em favor do empresário.

O advogado de Eike Batista refutou, em princípio, a feitura de uma delação premiada. Comentamos isso com muita ressalva, afinal, ele talvez tenha muita coisa a dizer e isso o beneficiaria.

Pois bem: a jornalista Malu Gaspar, que acompanhou por anos as atividades empresariais de Eike, escreveu o livro Tudo ou nada- Eike Batista e a verdadeira história do Grupo X, da Editora Record, publicou artigo com detalhes interessantes. Segue trecho:

“Para ser aceita, sua delação precisará revisitar o processo de contratação da Termoluma, uma das usinas térmicas montadas para suprir o Nordeste de energia durante o apagão, ainda no governo de Fernando Henrique Cardoso. Vai ter de explicar por que assumiu a condição de “empresário amigo do PT”, expressão ouvida de emissários petistas que foram pedir ajuda para saldar as contas da primeira eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002. A despesa acabou sendo paga por Eike, assim como as de outras campanhas do partido. Lobistas foram contratados por ele, propinas foram distribuídas e acertos foram feitos. Alguns não foram cumpridos. José Dirceu, por exemplo, recebeu dinheiro como consultor para tirar da Bolívia equipamentos confiscados pelo governo de Evo Morales e fracassou. Ao tentar comprar a Vale, durante o reinado de Roger Agnelli, Eike serviu ao propósito lulista de enfraquecer o poderoso executivo – mas foi deixado pelo caminho quando o presidente e Agnelli se acertaram. Eike também concordou em remunerar o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa para levar ao porto do Açu um terminal de transbordo de petróleo, o que acabou não acontecendo. Não bastasse, ainda acertou com o ex-presidente Lula a venda de uma sonda petrolífera para a malograda Sete Brasil, mas foi abatido em pleno voo.

Vários outros pleitos de Eike, entretanto, foram atendidos – no BNDES, no Fundo de Marinha Mercante, na Caixa Econômica Federal. O empresário tinha a seu favor, atuando como lobistas, Guido Mantega, Fernando Pimentel e o próprio Lula. O então presidente fez lobby, por exemplo, para que dirigentes da petroleira estatal russa comprassem a OGX. Tempos depois, foi Dilma quem ligou para membros do governo da Malásia para sugerir que “era interesse do estado brasileiro” que os malaios comprassem a petroleira de Eike. Sob Dilma, o estaleiro X ganhou um contrato de construção de plataformas para a Petrobras. Ao longo dos anos, o ex-bilionário também teve ajuda de vários outros políticos, como José Sarney, Edson Lobão, Delcídio do Amaral, Aécio Neves e, claro, Sérgio Cabral. A lista é longa e, para cada faceta conhecida dos episódios dessa crônica, há uma história subterrânea que Eike pode fazer emergir.” (grifamos)

Será que ele não vai mesmo fazer delação? Parece improvável que não faça.

Aliás, agora já se torna um clamor: DELATA TUDO, EIKE!

Fonte: Revista Piauí

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