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Denúncia de suborno prejudica venda de Rafale na Índia. No Brasil, aviões eram os preferidos de Lula

Leiam o que informa o portal francês RFI:

Adriana Moysés, enviada da RFI à Nova Délhi

Esta semana, oficiais indianos teriam demonstrado estar insatisfeitos com as negociações para a compra dos caças Rafale, segundo anunciou o canal de televisão “Times Now”. Os problemas se referem ao valor dos aparelhos e à falta de clareza quanto à transferência de tecnologia.

Por outro lado, um escândalo envolvendo o chefe das Forças Armadas indianas, general V. K. Singh, se agravou, levando o ministro da Desefa, A. K. Antony, a declarar hoje que se for constatada qualquer irregularidade ou indício de corrupção em contratos do setor, o governo indiano não hesitará em “cancelar contratos em fase de finalização, ainda que já tenham passado por avaliações técnicas e comerciais”.

(…)

General revela proposta de propina

O chefe das Forças Armadas indianas criou suspresa ao declarar a um jornal local ter recebido uma proposta de suborno de US$ 2,8 milhões de dólares para aprovar um contrato de compra de 600 veículos militares para o Exército. O militar afirma que informou o ministro da Defesa sobre a tentativa de corrupção. A imprensa estima que o caso remonta há dois anos.

O escândalo tomou outra dimensão nos últimos dias com o vazamento de uma carta enviada pelo general Singh ao primeiro-ministro Manmohan Singh, datada de 12 de março, na qual ele critica o estado de sucateamento do arsenal militar indiano. Na carta, o chefe das Forças Armadas diz que o país não está preparado para enfrentar uma guerra, pois « falta munição ao Exército e 97% da capacidade de defesa anti-aérea está obsoleta ».

O ministro da Defesa, A. K. Antony, qualificou o vazamento de um ato antipatriótico que “só contribui para ajudar os inimigos do país ». Furioso, o militar declarou ter sido traído e defende que os responsáveis sejam punidos « sem piedade ».

Recentemente, o general Singh criou uma controvérsia com o governo ao tentar mudar sua data de nascimento em documentos oficiais, a fim de evitar a aposentadoria e ficar no cargo por mais um ano. Ele tentou se defender na Corte Suprema, mas perdeu o recurso.

Íntegra aqui.

Comentário:

Essa nova informação – capturada pelo blog do Coronel – é curiosa porque, de certa forma, complementa esta outra notícia publicada pelo Implicante.

Em janeiro de 2010, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva resolveu ignorar  o relatório do Comando da Aeronáutica que avaliou o caça Gripen NG, da empresa sueca Saab, como o melhor para a renovação da frota da Força Aérea Brasileira (FAB). A despeito das críticas, Lula manifestou a preferência pelo caça francês Rafale, argumentando que a compra dos 36 aviões seria uma “política e estratégica” para consolidar a parceria entre o Brasil e a França. Pela classificação da FAB, o avião francês ficou em último lugar.

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