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Depois de acusado de traição, Cunha dá mais um passo em direção ao impeachment

O noticiário parece esquizofrênico. Mas porque assim parece a vida política do Brasil.

O presidente da Câmara já amanheceu reforçando a todos os microfones que se posicionaria contrário à CPMF proposta por Dilma. Queria amenizar o estrago do apoio que na noite anterior deu à reforma ministerial da presidente? De qualquer forma, Cunha ainda cumpriu hoje com mais uma etapa da longa estratégia traçada por ele e sua trupe para que se consiga abrir um processo de impeachment da petista. Nela, era preciso divulgar o “rito” de todo processo, e assim o fez, mesmo que deixando várias questões a cargo do plenário. Fato é que é preciso respeitar algum ritmo ou corre-se o risco de se tropeçar nas próprias pernas. Antes, será necessário que as pedaladas fiscais de Dilma sejam confirmadas pelo TCU, algo previsto para outubro. Assim como que o PMDB oficialmente largue a base do governo, promessa para 15 de novembro. O estouro do dólar, um segundo rebaixamento do Brasil e a derrota do pacote fiscal em discussão deixaria o Planalto ainda mais fragilizado para qualquer tipo de reação – e há grandes chances de que estes acontecimentos abalem o noticiário nos próximos dias.

Eduardo Cunha - AFP

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