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Depois do prefeito “anti-carro”, São Paulo pode eleger um “anti-Uber”

A situação pode ir do lamentável para o “muito lamentável”.

De um lado, a pseudo-modernidade que de fato é retrógrada; de outro, o atraso assumido. A cidade de São Paulo parece não ter muita sorte quanto a isso.

Primeiro, Fernando Haddad, o prefeitão “anti-carro”, que reduziu velocidades nas marginais e fez da bicicleta uma questão muito mais política do que de fato algo funcional para a mobilidade urbana (basta ver a diferença entre as da periferia e aquelas dos bairros ricos).

Agora, Celso Russomano, que lidera as pesquisas, promete vetar o Uber na cidade.

Claro que a liderança do candidato pode murchar ao longo da campanha, e muitos apostam nisso, mas é inquietante (para dizer o mínimo) a hipótese de isso acontecer de fato. E, sim, a gestão municipal tem poder para proibir o aplicativo, ou ao menos criar um sem-número de embaraços que, na prática, inviabilizaria seu funcionamento.

A extrema popularização do Uber beneficiou duas pontas: usuários e também aqueles que encontram nisso uma fonte de renda. Acabar com isso complicaria a vida de muita gente.

Em suma: São Paulo poderá trocar o falso avanço pelo atraso assumido. Quase que 6 por meia dúzia.

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