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Dicionário “Governês-Português” – manual para o novo dialeto

Para o governismo, e a esquerda no geral, algumas palavras têm outros significados (a depender da situação).

Lula - Dicionario Governes Portugues

George Orwell, em seu consagrado livro “1984”, mostrava um regime totalitário e genocida no qual o papel do idioma e da linguagem era fundamental. Segundo a narrativa, os opressores usavam a “novilíngua” para alterar o significado das palavras e desse modo confundir as pessoas já na essência do pensamento.

Guardadas as proporções, hoje também vivemos uma espécie de totalitarismo, ainda que meio esculachado. Como tal, ressalvado mais uma vez o esculacho, nosso regime também pretende instituir uma “novilíngua”. E aqui trazemos os novos significados de palavras já pertencentes ao idioma.

Conheçam, portanto, o DICIONÁRIO GOVERNÊS-PORTUGUÊS, do qual pinçamos 4 palavras/expressões que significam praticamente seu extremo oposto.

Golpe / Ação Legítima

Numa democracia, é chamado “golpe” o ato que subverta as leis e a constituição de determinado país.

No dialeto governês, porém, chamam de golpe JUSTAMENTE O CONTRÁRIO: a observância da lei. Assim, o impeachment, mesmo previsto na Constituição e servindo de garantia para o povo quanto a um governante que cometa crime de responsabilidade, é por eles denominado como ato golpista.

Ao mesmo tempo, vejam só!, chamam de “ação legítima”, entre outras do mesmo naipe, a nomeação de um ministro com o objetivo explícito de fazer com que fuja da justiça.

Vandalismo / Arte

No português corrente, vandalismo é a destruição de uma propriedade, seja bem público ou privado, podendo ser aplicado também à destruição de bens imateriais.

Já os fluentes em governês usam outro tipo de valor semântico. Chamam isso de ARTE (ou ainda “livre manifestação democrática”). Pichação? Arte. Telefones públicos ou vidraças de banco quebradas? Livre manifestação democrática. A menos, claro, que isso aconteça na sede do partido que amam ou no instituto do líder que veneram. Nesses casos, vandalismo é vandalismo, mesmo.

Democracia / Ditadura

Aprendemos que uma democracia é aquele regime em que os governantes são escolhidos pelo povo e não exerçam o poder de maneira despótica ou opressora, permitindo manifestações contrárias e não prendendo ou matando os inimigos.

Certo? Certo. Mas isso muda um pouco para a tal turminha apoiadora do governo. Afinal, aplaudem e tratam como democráticos os regimes como os de Cuba ou Venezuela, que massacram os opositores. Ao mesmo tempo, fingem indignação quando alguém diz apoiar determinada ditadura. Afinal, para eles, um regime só é ditatorial quando a bandeira do ditador é azul.

Se a bandeira for vermelha, segundo essa turma, é permitido matar milhões que será ainda assim “democracia”.

Fascistas / Manifestantes Livres

O fascismo, que ganhou “fama” mundial por meio de Mussolini, era um regime autoritário segundo o qual a opressão seria legitimada por atingir um bem comum. As propriedades privadas e as liberdades individuais eram suprimidas em nome da vontade do grupo do poder, bem como toda manifestação pública contrária era rechaçada com balas e bombas.

Eram contemporâneos: fascismo, nazismo e, claro, o socialismo. Se você tirasse a cor dos uniformes, não saberia qual era qual. Hoje, porém, os adeptos do governês chamam de fascistas as pessoas que vão às ruas, de forma pacífica, contra um governo que se mantém no poder por (bem) mais de uma década, propondo sua saída mediante mecanismos constitucionais.

Quem os chama de fascistas? Os que vão às ruas, em defesa desse governo e do partido que detêm o poder – vestindo camisas vermelhas com foice-e-martelo. Nem Orwell acreditaria.

Há muitas outras palavras e expressões que, por meio do “governês”, ganham sentidos novos ou mesmo passam a significar o oposto do que originalmente serviriam para dizer. Se alguém souber de mais algumas, por favor, colabore com nosso dicionário.

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