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Dilma confessa o truque da narrativa: diz que, se for condenada, é golpe; se não for, aí é processo legítimo

Provavelmente sem querer, acabou entregando a rapadura. A cena foi quase tragicômica.

A esta altura do campeonato, a tal “narrativa do golpe” está tão surrada que mesmo alguns dirigentes petistas já a abandonaram. Afinal, não tem como falar isso diante de um processo constitucional ocorrido dentro de todos os ditames da lei, com garantia de ampla defesa e do contraditório, bem como participação efetiva do Supremo estabelecendo as regras.

E enfim, hoje, ela deu um depoimento patético no Senado Federal. Como falamos aqui, foi uma espécie de enterro político no qual o próprio defunto jogou terra sobre si.

Pelas tantas, perguntada sobre o senador Aloysio Nunes (PSDB/SP) acerca da contradição em chamar de golpe um processo devido, Dilma Roussseff acabou confessando a trucagem retórica.

Ela disse que reconhecia a legitimidade do Senado, mas que considerá um golpe uma eventual condenação.

Entenderam? O Senado Federal é legítimo para absolver, mas golpista para condenar.

Essa confissão vai além do mero ato falho, pois acaba desnudando a forma com que essa turma enxerga TODAS as instituições. O judiciário, a imprensa, enfim, tudo. Quando por acaso acontece algo favorável a eles, tudo é perfeito e legítimo; quando se dão mal, aí é golpe.

Não que precisasse de mais essa, mas é sempre bom vê-los desmascarados sempre.

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