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Dilma defenderá a convocação de um plebiscito, mas é tudo teatro combinado com Lula. Entenda

A própria Folha de S.Paulo publicou em junho a estratégia dos senadores esquerdistas

Segundo matéria da Folha de S.Paulo deste 5 de agosto, Dilma Rousseff publicará uma carta aberta à nação defendendo a convocação de um plebiscito como alternativa ao processo de impeachment. Ao jornal, a presidente afastada diz: “Darei apoio integral à iniciativa de convocação de um plebiscito, com o objetivo de definir a realização de novas eleições e a reforma política no país“. Mas a publicação alerta que isso será feito contra a vontade do próprio PT.

Mas atenção: TUDO NÃO PASSA DE UM TEATRO. E a própria Folha de S.Paulo ajuda a desmentir a trama. Basta reler a notícia publicada em 9 de junho.

No texto, é dito que Lula se reuniu “com cerca de 25 senadores em um jantar na casa de Roberto Requião“. Para que serviu o encontro? Para “selar uma proposta que será levada formalmente a Dilma: a de que poderão salvá-la do impeachment em troca de que, reempossada, proponha um plebiscito para a população decidir se quer ou não novas eleições presidenciais“.

Porque Dilma Rousseff, Lula e os 25 senadores querem novas eleições? Não, eles não querem. Eles, inclusive, lutarão para que as novas eleições saiam derrotadas do plebiscito. Conforme escreveu a Folha em 9 de junho: “O argumento que será usado para ela é o de que, se conseguir derrotar a proposta de novas eleições na consulta popular, reconquistaria a legitimidade para presidir o país.

Ficou claro por que o PT está se dizendo contra o plebiscito? Porque já se prepara para pregar contra a convocação das novas eleições e manter Dilma Rousseff no cargo.

No final, trata-se apenas de uma atitude desesperada de quem sabe que já sabe que será condenada no processo de impeachment. E quer oferecer alternativas ao senadores que a condenarão.

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