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Dilma se compara a presidente turco: governante autoritário que provavelmente deu um autogolpe

A idéia era fazer-se de vítima, mas novamente nossa presidente afastada meteu os pés pelas mãos.

Dilma Rousseff - Recep Tayyip Erdoğan - golpe - Turquia - impeachment

Hoje, há evidências de que o “golpe” na Turquia não foi bem assim como contaram. Segundo a narrativa oficial, oficiais iniciaram um levante, mas horas depois essa revolta foi contida. Tudo muito bom, tudo muito bem, porém… coincidentemente… começaram a ser tomadas medidas duríssimas que praticamente transformam o governo turco numa ditadura de fato (era, até então, uma protoditadura).

Onde Dilma Rousseff entra nessa história? No lugar de sempre: falando bobagem e cometendo sincericídio.

Por óbvio, ela não sofreu golpe algum. Ao contrário: está sendo julgada pelo Senado Federal, nos termos da Constituição vigente, com direito à mais ampla defesa. Mas ela não perderia a chance, não é mesmo?

Daí, ainda no auge dos acontecimentos, sem muitas informações, solta os seguintes posts:

(sempre interessante acompanhar os comentários às postagens, o chamado “carinho da torcida”)

Pois é, Dilma se comparou a Recep Tayyip Erdoğan. Quis aproveitar um momento sensível da geopolítica mundial para faturar em cima. E acabou metendo os pés pelas mãos, pois incorreu em mais um de seus sincericídios.

Vejamos: o referido estadista, apoiado pela base religiosa mais radical, não é propriamente um entusiasta da liberdade de imprensa. Ele também persegue correspondentes internacionais e mesmo jornalistas que atuam em outros países. Está no poder há 14 anos; 2002 a 2014 como Primeiro Ministro e, desde então, Presidente.

O regime turco é acusado de receber petróleo do Estado Islâmico e o partido do presidente teria barrado uma investigação contra o grupo genocida.

Agora, culpando justamente os EUA, porá em prática as ações bastantes para recrudescer ainda mais o regime, limitando direitos, promovendo prisões arbitrárias e seguindo aquela cartilha já conhecida de alguns regimes vigentes e apoiados sabemos-por-quem.

Enfim, esse é o Erdoğan a quem Dilma se comparou. Se ela diz isso, quem somos nós para negar?

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