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Dilma usará a “tática do choro” em seu depoimento no impeachment?

Tudo indica que sim. A provável estratégia é a de criar uma peça emotiva de marketing.

Dilma já caiu, isso é um fato. Não há nada que possa fazer para mudar os rumos do processo do Impeachment. Ao contrário: uma das ações mais recentes fez com que ela piorasse ainda mais sua situação.

Então, por que diabos ela fará sua defesa pessoalmente, no plenário do Senado, especialmente considerando que não se trata de uma pessoa, vamos dizer, eloquente? E, mais ainda, mediante o risco de soltar mais um “cachorro atrás” ou saudação da mandioca?

Puro marketing. A ideia não é ser absolvida (ela não será), mas sim ter bons vídeos para a campanha de 2018.

Desse modo, o provável é que faça um discurso emocionante, cheio de lorotas (que novidade…) e com direito a lágrimas. Com isso, o material de campanha estará pronto.

E não se trata apenas de vídeo oficial do partido ou dos veículos “alternativos” a ele ligados e dele dependentes, mas também uma tabelinha: a imprensa publica manchetes falando do discurso, e do choro, e as fotos dessas matérias irão para o horário eleitoral – e/ou trechos de algum jornal de TV.

É isso. Ou melhor: será isso. Talvez acabe dando errado a tática do choro, já que exige um mínimo de capacidade de convencimento. Mas todo o mais tende a seguir esse script. Estejamos atentos.

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