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Dossiê do Dossiê: o “Método Amaury” de narrar lorotas

Na semana passada, demonstramos de forma clara que o livro do Amaury é repleto de mentiras, sendo estas depois desdobradas em “mentiras acessórias” e assim por diante. Expusemos algumas, as principais.

Agora, passado o conteúdo, falaremos da FORMA. A maneira do autor misturar indivíduos e assuntos, acusar, ligar pessoas sem ligação e assim por diante.

Demonização de Conceitos e o Todo pela Parte

Amaury usa duas táticas numa mesma estratégia: ataca alguns conceitos por meio de seus argumentos e também dá exemplos ruins para em seguida generalizar.

As empresas Offshore são objeto de cinquenta e sete páginas, demonizando-as e tratando como algo maligno ao mesmo tempo em que generaliza dizendo que todas são lavanderias financeiras.

Nem uma coisa, nem outra. Como já dissemos, é algo lícito, legítimo e normal. Petrobras e Banco do Brasil, entre muitas outras companhias, têm também suas Offshore, respectivamente Petrobras International Finance Co e American Merchant Bank – ambas em Cayman.

Nessas várias páginas, Amaury enche linguiça falando de Lalau, Maluf, Ricardo Teixeira, entre tantos outros. Em seguida, menciona seus “acusados” pelo livro, obviamente sem qualquer vínculo com quaisquer dos citados anteriormente. Truque barato.

Falaremos mais adiante, aliás, de como Amaury tenta embaralhar a cabeça do leitor por meio de vínculos inexistentes – mas que ele tenta demonstrar usando argumentos contraditórios entre si.

O mesmo método é usado ao tratar das privatizações. O autor emite um sem-número de juízos de valor, todos eles sem qualquer embasamento. Aquela coisa de “dilapidar patrimônio”, tal e coisa. Para que o livro cumpra sua função, é PRECISO que o leitor acredite nas privatizações como algo essencialmente ruim.

Esses dois truquezinhos (demonizar conceitos e generalizar por meio de exemplos ruins) são a base sobre a qual o autor constrói sua estrutura narrativa. Mas há um outro pilar importante: associar pessoas sem base em fatos.

E acerca de offshores e afins, há um exemplo claro, objetivo e bem elucidativo, mas curiosamente omitido, que mostra o uso de contas em paraísos fiscais para finalidades heterodoxas: em agosto de 2005, Duda Mendonça declarou à CPI do Mensalão ter recebido grana da campanha petista de 2002, por meio de contas no Caribe. Amaury não trata do tema. Nem seus entusiastas…

O Truque de Ligar Pessoas

Amaury tem uma personagem principal: Ricardo Sérgio, que figura com exclusividade das páginas 61 até 164 (lembrando que as anteriores servem para enrolação e as últimas para tentar fazer de conta que não houve a quebra de sigilo investigada pela PF e nem as atividades do “bunker de inteligência” da campanha de Dilma, do qual participou). Como o objetivo do livro é atacar Serra, ele precisa ligar os dois. E aí se enrola.

A única ligação entre ambos é o fato de que, em 1994, Ricardo Sérgio foi tesoureiro de campanhas tucanas. Ele também o foi em 1990 (FHC, Senado) e 1998 (FHC, Presidência). Não há qualquer outra ligação entre ele e Serra. Nada. Nenhuma. O acusado teve até mesmo ligações telefônicas gravadas com ministros de FHC e divulgadas à época, nenhuma com Serra. Nenhuma com familiares de quem ele tenta atacar indiretamente.

Daí, entra um pouco de criatividade, muita má-fé e aquela esperança de que o leitor talvez não acredite, mas endosse por simpatia ideológico-partidária.

É o caso de alegar LIGAÇÃO entre pessoas porque ambas utilizaram os serviços da Citco (há até foto da fachada do banco, para dar uma “documentada” na coisa). Já mostramos aqui: a CITCO existe há mais de 75 anos, tem mais de 5 mil funcionários e está presente em 44 países.

Dizer que duas pessoas estão “ligadas” pelo fato de serem clientes de uma das maiores administradoras de fundos de investimentos do mundo, com mais de 640 bilhões de dólares em ativos sob sua administração, convenhamos, é o mesmo que apontar ligação entre dois indivíduos que fazem compras na mesma cadeia de supermercados.

Mas Amaury não para. Além de tentar vincular pessoas por serem clientes de uma mesma instituição, ainda que ela esteja em dezenas de países e seja uma das líderes de seu setor, ele usa uma outra “evidência”: salas no mesmo prédio. É sério (quer dizer, não é sério no sentido exato, mas ele REALMENTE usa isso como argumento).

Leiam esse trecho do livro, pág. 189:

…administrado por um grupo do qual recebe também seu endereço: o fundo Mellon Brascan DTVM (ou BNY Mellon Serviços), que funciona no prédio do Banco Opportunity, na Avenida Alvarenga Peixoto, no Rio. E, por mais uma coincidência neste mundo crivado de coincidências, o fundo é transferido ao controle da construtora João Fortes Engenharia” (grifos nossos)

É um “clássico” Amaury, porque tem mentira, desinformação e “evidência” tosca para justificar ligações. Vamos ao prédio: fica na rua Presidente Wilson (Alvarenga Peixoto é uma rua em Vigário Geral, podem procurar no Google Maps). Nesse prédio – o correto, da Pres. Wilson – evidentemente funcionam várias empresas, sem que isso obviamente configure ligação de qualquer gênero. Entre outras, lá estão Bradesco, Reuters, Deloitte, Banco Cruzeiro do Sul e assim por diante. Uma senhora conspiração, não é mesmo?

A “acusação”, que já se torna patética, é fundamentada numa falta de informação (burrice ou ma-fé, escolham): TODO FUNDO DE INVESTIMENTO, pela lei, deve ser controlado por uma instituição financeira (no caso, a Mellon, que administra judicialmente e é agente responsável pela oferta de títulos no mercado internacional de capitais da Petrobras).

Como o fundo DEVE ser controlado por uma instituição, o endereço é o… DA INSTITUIÇÃO, cuja sede brasileira fica num prédio no Rio de Janeiro, o mesmo do Bradesco etc., e também do banco Opportunity. E, acreditem ou não, a coisa ainda piora.

Amaury só é Amaury por ser Amaury, de modo que também há uma invenção nesse mesmo parágrafo (notem que já se estabelece um recorde em apenas cinco linhas): o GIGANTESCO BANCO (e não fundo) Mellon nunca foi (e nem poderia) ser adquirido pela construtora João Fortes.

Qual o motivo do cara falar uma bobagem desse tamanho? Além de confiar no fato de quase todos os leitores não terem informações técnicas, também porque a construtora João Fortes era de um deputado tucano. Detalhe: era, pois foi vendida em 2007.

Pessoas teriam “ligações” por serem clientes de empresas gigantes, presentes em dezenas de países, ou então apenas porque há escritórios num mesmo prédio. Esse é o Amaury. Aclamado como ESPECIALISTA…

Voltando a Ricardo Sérgio

Passada essa falta total de ligação entre a personagem principal do livro e seu principal acusado político, há ainda disparidades impressionantes. Amaury passa boa parte do livro chamando Ricardo Sérgio de “ex-tesoureiro de Serra e FHC”.

Isso lembra o ano de 2002, quando a Folha de São Paulo (mídia má…) divulgou que haveria ligação entre Serra e Ricardo Sérgio (tesouraria de uma campanha, em 1994). Na época, eu era petista (mea culpa…) e, claro, achei aquilo tudo um absurdo.

Ocorre que, depois dessa campanha de 1994, não há QUALQUER vínculo entre Ricardo Sérgio e Serra. Nada. Nenhuma ligação, nenhum encontro, nenhum “documento” (mesmo esses entre aspas, Amaury Style). Nada vezes nada.

FHC o nomeou para uma diretoria do BB, sem qualquer interferência de Serra. Ministros foram flagrados em ligações telefônicas, mas não quem o autor tenta vincular a Ricardo Sérgio. E há ainda um trecho interessante: apesar de afirmar que Ricardo Sérgio seria amigo de Clóvis Carvalho e Mendonça de Barros, o autor o chama de, entre outras coisas, “homem de Serra” – mas ao mesmo tempo diz que ele arrecadou dinheiro para as campanhas de 1994 e 1998 de FHC.

E mais:

Foi o único diretor do BB não indicado pelo presidente do banco, Paulo César Ximenes, e também o único com acesso a FHC.” (pág. 84 e grifos nossos)

Acesso direto ao Presidente da República, ligações telefônicas com ministros ligados às privatizações. São essas as “acusações” apresentadas por Amaury e que o fazem concluir que Ricardo Sérgio seria… “homem de Serra”.

Taí a óbvia intenção de ataque político do livro.

Sobre outras ligações de Ricardo Sérgio, o autor diz o seguinte (pág. 66):

A Infinity Trading, de Jereissati, favoreceu a Franton, de Ricardo Sérgio, com dois depósitos. O primeiro, de 18 de janeiro de 2000, somou precisamente US$ 246.137,00. E o segundo, no total de US$ 164.085,00, aconteceu em 3 de fevereiro do mesmo ano.” (grifos nossos)

E acrescenta (pág. 72):

A corrida para comprar as estatais havia rachado o governo. De uma parte, o grupo de Mendonça de Barros e do presidente do BNDES, André Lara Resende. De outra, Ricardo Sérgio e sua turma. A primeira facção operando em benefício do consórcio integrado pelo banco Opportunity e a Telecom Itália. A segunda, junto ao Telemar, de Jereissati, mais Andrade Gutierrez, Brasil Veículos, Macal e Aliança do Brasil. Os dois litigantes almejam a adesão da Previ.” (grifos nossos)

Mas, de repente (pág. 92):

Parceiro de Dantas no processo de privatização, Ricardo Sérgio lançou mão do mesmo estratagema para movimentar recursos no exterior.” (grifos nossos).

Parceiro de… DANTAS? Sim, Amaury tira essa conclusão mesmo depois de uma miríade de acusações de favorecimento ao grupo de Jereissati e Andrade Gutierrez, dizendo que quem operava em favor de Dantas era o grupo de Mendonça de Barros e André Lara Resende (são acusações do próprio autor, não as ratifico em tempo algum). O dado curioso é como diabos ele se contradiz dessa forma e ainda por cima tenta manter vínculos com quem é objeto de seu ataque político.

Familiares

A nota de Veronica Serra praticamente demole todas as acusações débeis de Amaury, como a de ser “sócia” de uma empresa quando, na verdade, fazia parte da diretoria (e esta, como qualquer um sabe, é SUBORDINADA não apenas aos efetivos sócios como também ao CEO).

Isso de citar familiares é sempre um prato cheio para a turma da má-fé. Afinal, como ganhou dinheiro? Ora, basta fazer uma pesquisa simples. Tudo devidamente honesto e objeto de reportagem em… 2000! Vejam este perfil traçado pela IstoÉ Dinheiro, trechos a seguir:

 Verônica Serra – Você não conhece, mas a filha do ministro pode ser a mulher mais importante da Internet brasileira – Quantas mulheres importantes existem na Internet brasileira? Se você está com dificuldade em lembrar de um nome, anote este: Verônica Serra. Ela tem 30 anos e diz que já ganhou na rede mais dinheiro do que sonhava ganhar a vida inteira. Ativa e bem relacionada, a moça pilota do Itaim, como sócia, o escritório latino-americano da International Real Returns (IRR), uma empresa de administração de ativos com US$ 600 milhões de capital europeu. Nos últimos 13 meses, essa advogada com MBA em Harvard ajudou a criar 12 empresas de Internet (oito delas fora do Brasil) e montou uma teia de relações que a coloca no centro do nascente setor de capital de risco brasileiro. No seu currículo estão sites conhecidos como Zoyd, Decidir e Superbid. “Ela é uma das pessoas mais argutas que eu conheço”, opina o empresário Marcos de Moraes, sócio fundador do portal ZipNet, que andou discutindo negócios com a jovem capitalista. “Seu trabalho se destaca do resto do mercado pela qualidade dos projetos.” Ah, sim: Verônica é a filha mais velha do ministro José Serra, da Saúde, mas acredita que isso não tem importância no seu ramo de negócios. “Quem está na Internet não tem nada a ver com a área dele”, afirma. “Por ter feito o que fiz, tão cedo, as pessoas percebem que não há relação de favorecimento.” (…) O pulo do gato da sua carreira de capitalista de risco foi Harvard, para onde Verônica mudou-se em 1995 com uma bolsa de estudos. Lá, conseguiu o primeiro trabalho com fundos de investimentos, em uma companhia de administração de recursos chamada Leucadia. Seu desempenho ali levou-a à IRR. Mas os dois anos em Harvard serviram, sobretudo, para que montasse uma rede de relações pessoais que são a chave do seu trabalho, aquilo que os americanos chamam de networking. Mesmo os concorrentes que não gostam do seus estilo – arrogante, dizem — admitem que a moça tem excelentes contatos. Foi um amigo de curso que a colocou em contato, por exemplo, com os jovens argentinos que fundaram o site de finanças Patagon. Quando eles quiseram entrar no Brasil, em janeiro de 99, Verônica ajudou a contratar um CEO, arranjou parceiros estratégicos e deu conselhos gerais para o implante do negócio. Foi paga com ações da companhia. No início de março, quando o banco Santander comprou 75% da Patagon por US$ 550 milhões, as ações de Verônica já valiam 100 vezes mais. E ela não vendeu (…) Quatro projetos. Além de torná-la pessoalmente rica, o negócio da Patagon abriu para Verônica as portas para outros projetos latino-americanos. Hoje, ela tem no currículo quatro empresas na Argentina, duas no Chile e três nos Estados Unidos, lançadas por empresários latinos. Ela entra com assessoria, participação de 5% a 20% do negócio e, algumas vezes, atração de outros investidores. Os planos desses empreendedores chegam a ela, entre outras vias, pelo Círculo Pinguim – uma rede informal montada em torno dos fundadores da Patagon e seus amigos. A maioria deles, como Verônica, tem passagens nas universidades americanas. Isso é 100% networking, e funciona…” (grifos nossos)

Uma trajetória de sucesso, formação em Harvard, atuação com êxito em diversos contratos e negócios. O perfil é um passo-a-passo do início da carreira da advogada e executiva; não há qualquer vínculo com o setor público, nem empresas a ele ligadas.

Ao contrário, por exemplo, de Lulinha, o ex-guia do Zoológico que, de repente, recebeu aporte milionário em sua empresa justamente do grupo Telemar, de Jereissati/Andrade Gutierrez. Depois disso, o governo mudou as regras das telecomunicações e foi possível a fusão Oi-BrT, ajudada por empréstimo do BB e aporte do BNDES.

Eis a singela diferença entre duas trajetórias. Amaury viu problemas na primeira e ignorou a segunda. O mesmo faz a militância online petista. Mas os fatos são os fatos.

Outra personagem que aparece no livro é Gregório Preciado, tratado como “sócio” ou “primo” de Serra – sendo que não é nenhum dos dois. Quando o ex-governador voltou do exílio, e antes de entrar em qualquer governo ou exercer mandato, comprou um terreno a prestações junto com sua prima-irmã – aliás, vendido depois de amortizado, em 1995.

Como foi o marido dela que fez o negócio por ela, Serra é tratado em todo o livro como sócio empresarial do marido da prima, sem que haja menor evidência de “sociedade”. No livro inteiro, porém, é apontado como “sócio” do cara.

Esse é o Método Amaury de associar pessoas para tentar dar sentido a seu arrazoado de acusações falsas.

A Propaganda

O livro foi lançado em dezembro de 2011, logo após (semana seguinte, mesmo) surgirem acusações de corrupção envolvendo o ministro Fernando Pimentel (PT/MG) – o mesmo que foi vinculado a Amaury no episódio do “bunker de inteligência” que trouxe à tona o caso de sigilos fiscais quebrados.

Falavam no panfleto de Amaury desde as eleições, mas só foi publicado depois que a batata de Pimentel começou a assar. Evidentemente, apenas uma coincidência. Claro.

O que não foi coincidência é o fato de que APENAS A REVISTA CARTA CAPITAL tivesse recebido exemplar. Na mesma sexta-feira em que o livro foi lançado, a revista circulava com matéria endossando as mentiras e bobagens.

Passou-se, então, a cobrar da “grande imprensa” – QUE NÃO HAVIA RECEBIDO O LIVRO! – a divulgação. Como não falaram nada, veio a tese do “boicote” ou mesmo “censura”. Um blogueiro que possui contrato e dívida milionários com o governo federal qualificou a “obra” como “reportagem da década”. Dados seus padrões, faz sentido…

E aí criou-se o “Mito do Especialista” – alimentado também pela ladainha de que tivesse estudando o tema por “dez anos”. Bobagem. Não é especialista em nada, a não ser em mentir ou confundir-se. E são confusões tão toscas que chega a assustar o fato de terem dado ouvidos a ele.

A carreira de Amaury será analisada no próximo capítulo, mas podemos apontar algumas bobagens além das já examinadas. Ele acusa, por exemplo (pág. 91), a movimentação de US$ 30 bilhões. Sim, você leu corretamente: TRINTA BILHÕES DE DÓLARES. Vejam o que é isso em valores de 2002. Apenas um trecho:

O setor automotivo ocupou a liderança em faturamento, ao contabilizar US$ 30,57 bilhões em vendas. O setor de atacado e comércio exterior veio em seguida, com uma receita de US$ 30,29 bilhões. Com faturamentos de US$ 28,27 bilhões e US$ 27,32 bilhões, ficaram, respectivamente, o terceiro e quatro colocados, representados pelo comércio varejista e o setor de telecomunicações.”

Como se vê, Amaury joga valores a esmo para ver se cola, assim como liga pessoas sem ligações ou inventa que gigantes do mercado financeiro teriam sido incorporados por empresas de porte médio.

O especialista, que confunde sociedade e diretoria, seja por burrice ou má-fé, também “acusa” um fundo de ter o endereço da instituição financeira a ele ligado (e isso é obrigação legal!),

Para se ter idéia do marketing da coisa, o subtítulo do livro fala em “documentos secretos…”, mas NA NOTA DO EDITOR (pág. 10) há o seguinte: “…calcados em documentos oficiais obtidos em juntas comerciais, cartórios…”.

O pior de tudo é que tais documentos, como já demonstramos, não provam coisa alguma. São fac-símiles e cópias reprográficas que dão aquele ar de “coisa séria”, mas são inócuos – e o ridículo chega ao ponto, como dissemos, de colocar foto da fachada de um banco.

Enfim…

Comprovamos e demonstramos que o livro, além de mentiroso no conteúdo, é um engodo também no método, na forma da elaboração de “tramas”, vínculo de pessoas e “documentos” que nada provam (ou são falsos, como a situação financeira de uma empresa quatro anos após o afastamento de quem – também falsamente – ele diz ser sócia).

Até mesmo a publicidade por ocasião do lançamento é risível, com direito a boatos estapafúrdios como os de “boicote” ou “compra de todas as edições para ninguém na livraria ter acesso” (sim, chegaram até mesmo a esse ponto).

Na semana que vem, publicamos o último capítulo de nossa série sobre o livro.

Depois de abordar conteúdo e forma, falaremos de Amaury, o autor (sobretudo a história real da quebra dos sigilos, com cópias de relatório oficial); Emediato, o editor-entusiasta; blogueiros ligados ao governo que participaram do movimento de divulgação, imputando à obra verdade absoluta (comprovando que ou têm má-fé ou definitivamente não entendem nada de coisa alguma) e, claro, os “mandantes” e aqueles que ficam “bem na fita” com o livro.

Aguardem…

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