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Em 2010, Lula permitiu doações para a Autoridade Palestina reconstruir Gaza. Mas quem controla Gaza é o Hamas…

Por uma lei sancionada apenas por atuação do Poder Executivo, Lula permitiu doações de até R$ 25 milhões para “reconstrução da Faixa de Gaza”… que é controlada pelo Hamas.

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Em 2010, Lula já se encontrava no hagiográfico patamar que Ele Mesmo atribuiu a si, como alguém que não apenas manda e desmanda no que quiser, sempre concentrando poder em si mesmo, como também capaz de dar pitacos no mundo inteiro, virando-o de cabeça para baixo se preciso.

Este estilo ia de ter um mapa-mundi de cabeça para baixo em seu gabinete (com o Brasil no alto) e dizer a Barack Obama que ele deveria evitar a polêmica com o Obamacare (futuro “Affordable Care Act”) criando um SUS como o dele.

Mas ia até atos desabridos pouco condizentes com o Lulinha Paz & Amor, como chamar Muammar Kadafi de “Meu amigo, meu irmão e líder” (como explicar isso para um alemão? Lula o chamou de “mein Führer”? para um italiano? Lula o chamou de “mio Duce”?) pouco antes de ele sucumbir ao ódio do próprio povo que torturava e assassinava em masmorras.

Uma postura que todos os seus críticos já sabiam de cor e salteado, mas que seus admiradores sempre ignoram, para jurar que quem nota cumplicidade do PT com comunistas, totalitários e genocidas mundo afora é apenas uma extrema-direita ultraconservadora, fanática e carola por aí.

Diante de tanto noticiário que parece saído de uma sátira, deve ter passado como algo inócuo a sanção da Lei nº 12.292, de 20 de Julho de 2010. Diz o texto da lei:

Autoriza o Poder Executivo a realizar doação para a reconstrução de Gaza.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1o  Fica o Poder Executivo autorizado a doar recursos à Autoridade Nacional Palestina, em apoio à economia palestina para a reconstrução de Gaza, no valor de até R$ 25.000.000,00 (vinte e cinco milhões de reais).

Parágrafo único.  A doação será efetivada mediante termo firmado pelo Poder Executivo, por intermédio do Ministério das Relações Exteriores, e correrá à conta de dotações orçamentárias daquela Pasta.

Art. 2o  Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília,  20  de  julho  de 2010; 189o da Independência e 122o da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Celso Luiz Nunes Amorim
Paulo Bernardo Silva

Tudo parece algo “normal” para um presidente de esquerda, que apesar do discurso moderado para ganhar votos, no seu agir é ainda ligado ao velho ranço anti-americano e a favor dos supostos “oprimidos” do mundo, não importa o quanto eles estejam matando em atentados terroristas e impondo leis marciais sob uma população usada como gado por aí.

Contudo, mesmo entendendo a insana contradição eterna da esquerda, a lei não faz o menor sentido. A Autoridade Palestina (AP) é uma instituição que busca ser um Estado, mas ainda não há o “Estado Palestino”. Assim, seu poder de mando depende muito do reconhecimento. A população da Palestina reconhece a Autoridade Palestina e vota no Fatah, elegendo Mahmoud Abbas seu primeiro-ministro em 2005.

Todavia, embora a AP tenha como propósito governar a Palestina, mormente a região da Cisjordânia, e toda a Faixa de Gaza, seu poder na Faixa de Gaza não é reconhecido, e hoje, é praticamente nulo. O Hamas, grupo terrorista que usa civis e crianças como escudo humano, controla a região com seus armamentos desde 2007.

O Fatah odeia o Hamas. O Hamas odeia o Fatah. Antes de falar em conflito Israel-Hamas, urge falar do conflito Fatah-Hamas. A única coisa que não gera (tantos) conflitos armados entre os dois é que o ódio a Israel sempre é maior. Como disse brilhantemente a ex-Primeira Ministra israelense Golda Meir, “A paz virá quando os palestinos passarem a amar mais os seus filhos do que odiarem os nossos”.

Occupied_Palestinian_TerritoriesO objetivo do Hamas é controlar a Faixa de Gaza e também a Palestina, eliminando Israel no meio do caminho. Israel fica exatamente ENTRE a Faixa de Gaza, estreito com saída para o Mar Mediterrâneo, e a Palestina a Oeste – o famoso “West Bank”. Por isso o lema de todos os anti-semitas que querem acabar com todos os judeus do mundo (no típico anti-semitismo dos progressistas, que ainda se escandalizam quando alguém lembra que o nazismo não era senão um desvio nos movimentos de esquerda, não tendo nada de “extrema-direita” como o apelidam) é “From the river to the sea, Palestine will be free!”, bordão cantarolado pelo Occupy Wall Street, pelo Boycott Israel e por diversos outros. Significa “Do Jordão ao Mediterrãneo”, ou seja, tudo deve ser território palestino com imposição de lei islâmica e não há Israel – todos os judeus devem ser exterminados.

Se não bastasse o absurdo de:

1) Lula sancionar uma lei que dê dinheiro a gente com essa mentalidade;

2) Lula sancionar esta lei por termo firmado pelo Poder Executivo, em sua típica ânsia de destruir a separação de poderes no país e concentrar todas as decisões no Executivo central, totalitariamente ignorando prestação de contas a qualquer um;

3) A notícia não ter chamado atenção nenhuma da imprensa, essa que a esquerda acredita que é a “mídia golpista”, em suas típicas superstições;

Ainda resta o fato de que Lula, Rei Legislador, sanciona uma lei que permite envio de dinheiro para a Autoridade Palestina reconstruir algo que, à la rigueur, não está sob sua jurisdição. A Autoridade Palestina não tem capacidade há quase uma década nem de colocar um sinal de trânsito em Gaza, que dirá reconstruir o que quer que seja.

Claro, isso não supondo que Lula Ele Próprio resolveu dar dinheiro sem consulta ao Congresso e sem discussão a quem REALMENTE manda em Gaza, o que significaria o dinheiro do pagador de impostos brasileiro sendo dado ao Hamas.

Como a lei não faz o menor sentido, fora dar dinheiro para os inimigos dos americanos sob qualquer hipótese, é ainda uma possibilidade a ser investigada. Com o tanto que o discurso petista parece por mera coincidência coincidir 100% com o discurso do Hamas, a ponto de o “anão diplomático” ter retirado seu embaixador em Israel, não é de se duvidar que também seria algo que passaria como nota de rodapé, se muito, no noticiário “golpista” brasileiro.

Só para repetir os valores, que no reino do “locupletemos” já parecem sempre troco de pinga, foram R$ 25 milhões de nossos bolsos. Definitivamente, quem apostar em explicar a política externa para o brasileiro médio nessas eleições faz o PT ter menos de 10% dos votos.

(com colaboração dos amigos Marlos Apyus e Fernando Gravz)

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