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Em artigo assinado na Folha, Aécio mais uma vez esclarece o caso do aeroporto de Cláudio

Enquanto isso, o discurso governista segue tentando tirar proveito do caso, usando para tanto toda sorte de colunistas pró governo em atividade.

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Recentemente, Aécio Neves, candidato do PSDB à presidência, foi acusado de beneficiar familiares ao construir um aeroporto nas terras de um tio-avô na cidade de Cláudio, em Minas Gerais, quando ainda era governador do Estado. Embora o caso já tenha sido elucidado e não haja qualquer irregularidade na obra, o senador resolveu escrever um esclarecimento a fim de sanar os questionamentos éticos a respeito do ocorrido.

Aécio relembra que a desapropriação da terra ocorreu antes da licitação das obras, como ordena a lei, e que o dinheiro da indenização ainda está bloqueado porque o antigo proprietário exige receber mais do que o Estado ofereceu.

A área foi desapropriada antes da licitação das obras, como manda a lei. O governo federal reconheceu isso, ao transferir a jurisdição do aeroporto ao governo de Minas Gerais, o que só é possível quando a posse da terra é comprovada. Depois, levantaram-se dúvidas sobre o valor da indenização proposta pelo Estado. O governo ofereceu R$ 1 milhão. O antigo proprietário queria R$ 9 milhões e briga até hoje na Justiça contra o governo de Minas.

O senador diz ainda que, durante seu governo, deixou de asfaltar uma estrada no município de Montezuma porque seu pai possuía há décadas uma fazenda na região, o que poderia ser usado contra ele como está acontecendo com o aeroporto de Cláudio.

Avaliei que isso poderia ser explorado. Foi a decisão correta. De fato, na semana passada, fui acusado de construir um aeroporto em Montezuma. A pista, municipal, existe desde a década de 1980 e recebeu em nosso governo obras de melhoria de R$ 300 mil, inseridas em um contexto de ações para a região.

Em seguida, o candidato afirma que já usou a pista de Cláudio em diversas ocasiões, inclusive quando ela ainda era de terra, e diz que seu único erro foi não se informar sobre o processo de homologação, já que todos os outros aspectos da obra aconteceram rigorosamente dentro da lei.

Refletindo sobre acertos e erros, reconheço que não ter buscado a informação sobre o estágio do processo de homologação do aeródromo foi um equívoco. Mas reitero que a obra foi não apenas legal, mas transparente, ética e extremamente importante para o desenvolvimento do município e da região.

Enquanto isso, o discurso governista segue tentando tirar proveito do caso, usando para tanto toda sorte de colunistas pró governo em atividade. A intenção é, mesmo que na defesa de uma administração que muito pouco tem a oferecer eticamente aos seus eleitores, esticar ao máximo uma pauta que fora esclarecida desde as primeiras horas que ganhou a capa da Folha de São Paulo.

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