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Em artigo, Michel Temer dá aula de democracia à imprensa esquerdista do Brasil

Falta a essa imprensa, claro, querer aprender alguma coisa

Lula inaugurou a prática e Dilma tentou seguir. Pelo modo petista de governar, o presidente mandava e o Congresso obedecia. Se os parlamentares não queriam seguir as ordens, o petismo comprava-o com cargos, dando vida ao Petrolão. Se ainda assim resistissem, comprava-se com dinheiro vivo, no episódio conhecido por Mensalão. Michel Temer, contudo, vem sendo tachado pela imprensa como um gestor que “recua” de suas decisões. Em artigo para o Estadão, o presidente – ainda interino – achou bom bem dar uma resposta. E foi das boas.

Temer lembrou que os poderes são independentes. E cabe ao chefe do executivo respeitar essa independência. No momento em que uma ideia sofre resistência, precisa ser remodelada para que os parlamentares a apreciem, afinal, são justo eles a melhor representação da população, uma vez que está ali não o desejo exclusivo da maioria mais um, mas tantas vezes o de minorias que não conseguem fazer seus prefeitos, governadores ou mesmo presidentes.

Em um parágrafo, o peemedebista resumiu seu ponto de vista:

“Faço essas afirmações para pré-concluir: 1) é indisfarçável a nossa tendência à concentração; 2) a nossa História assim o registra; 3) as nossas instituições estão funcionando regularmente, sem interferência de um Poder em outro; 4) temos, agora, a oportunidade de romper com esse ciclo histórico de agressão à separação de Poderes e à Federação, suportes de uma democracia.”

O Implicante já estava feliz apenas em saber que o Brasil voltou a ser presidido por alguém com domínio do português. Mas é óbvio que melhor ainda é que esse alguém tem de fato respeito pela democracia – diferente de seus antecessores.

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