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Em primeiro ato de campanha, Marta confessa: “valores do PT são os meus”

Numa prática usual entre os que alegam divergências com o partido, ela pontua dizendo referir-se a aos “valores iniciais”. Claro que isso é bobagem.

O petismo vai além de um partido, além de uma legenda, além do nome “Partido dos Trabalhadores” e além do número 13. Claro que há petistas fora do PT oficial, pois trata-se de um estado de espírito (e, por que não?, também de valores e circunstâncias físicas).

Mas sigamos. Hoje, no exato primeiro dia de campanha oficial, Marta Suplicy (de quem já falamos bem recentemente, quanto à “equivocada” declaração prévia de bens e rendimentos pra a justiça eleitoral), resolve rasgar a fantasia e solta a seguinte pérola: “os valores com os quais o PT foi criado, o combate às desigualdades, são os meus”.

A frase é feita para soar bonita, mas é uma tragédia. Em primeiro lugar, por ser até desonestidade intelectual dizer que o partido foi criado para o “combate às desigualdades”. Mas, além disso, a bronca mais profunda tem uma natureza que fica entre o filosófico e o psicológico e atinge toda essa esquerda meio “social liberal” que povo os bairros de luxo das grandes capitais.

Esse esquerdismo que come com talheres e usa guardanapo não aceita a derrota de suas teses e de seus ideários socialistas, de modo que TODO erro é visto como circunstancial, quase que pessoal, mas jamais de princípios ideológicos. Vale para o PT, vale para a URSS, vale até para Mao Tse Tung.

Assim como dizem que as ditaduras de esquerda “deturparam Marx” (?), agora vão além e alegam algo como “o PT deturpou o próprio PT”. E isso é de uma imbecilidade assustadora (fora a completa cara de pau).

Quando foi que Marta Suplicy resolveu sair do partido? Ora, já tinha explodido o Mensalão, a Lava Jato já estava metendo gente na cadeia, tudo já era mais do que evidente e escancarado. Fica até ridículo dizer-se ligada aos valores de 1980 quando sua saída se deu em 2015, às vésperas da eleição à qual queria concorrer.

No fim, resta o sincericídio. De fato, ela e o PT tem os mesmos valores. Simbólica a confissão.

E fica o registro eterno, para ninguém esquecer: a pessoa sai do PT, mas o PT não sai da pessoa.

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