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Emails de empreiteiro sugerem que propina do Petrolão foi lavada na campanha de Dilma

As duas parcelas de R$ 2,5 milhões citadas nas mensagens coincidem com dois depósitos efetuados pela UTC na campanha de Dilma.

As mensagens foram trocadas entre Ricardo Pessoa, dono da UTC Engenharia, e um de seus executivos no início da campanha de 2014. “RP, você acha que eu devo ligar para o contato que o bovino religioso passou???” Os antagonistas especulam que “bovino religioso” seria Vaccarezza (vaca reza), ex-líder do governo na Câmara.

Pessoa retorna a mensagem duas horas depois indicado que deva se fazer acertos de 2,5 em 5 de agosto e 2,5 em 30 de agosto (especula-se que sejam “milhões de reais”). No referido mês, a UTC depositou R$ 2,5 milhões nas contas da campanha de Dilma, no dia 5 e 27, ou 3 dias antes da segunda data citada. Em outras mensagens, tais pagamentos são relacionados a dinheiro recebido da “PB”, que é como se referiam à Petrobras.

A leitura da Polícia Federal é de que os intermediários desses pagamentos eram Edinho Silva, então tesoureiro do PT e hoje ministro de Dilma, e Manoel Araújo Sobrinho, seu chefe de gabinete. Em acordo com a PGR, Ricardo Pessoa confessou ter feito tais repasses de propinas ao PT e citou um total de 18 políticos.

Mensagens de empreiteiro ligam doações à campanha de Dilma à Petrobrás

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