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Enquanto Dilma evita as ruas por medo de vaias, Aécio é carregado por operários

Aos gritos de “Hey, Dilma, vá tomar no SUS”, médicos de Montes Claros amedrontaram a presidente, que preferiu sair pelos fundos do hospital. Já o candidato tucano a convidou para ir às ruas sentir a insatisfação dos brasileiros.

A campanha para presidente nas eleições de 2014 vem sendo marcada por curiosa quebra de expectativas: o PT, que sempre se vendeu como representante das camadas populares, por medo de vaias a Dilma, tem preferido se esconder; enquanto o PSDB, tantas vezes acusado por seus opositores de ser elitista, tem ido ao encontro do povo com notável sucesso.

Recentemente, após um mini comício na porta de uma fábrica em São Paulo, o candidato tucano, Aécio Neves, propôs que Dilma fosse às ruas para ter contato direto com a população.

– Eu estimulo muito que ela vá às ruas, e não apenas nos eventos organizados e programados, que ela vá olhar nos olhos das pessoas, e possa perceber o sentimento do brasileiro hoje de desânimo – disse Aécio.

No mesmo dia, ao cumprimentar os trabalhadores, Aécio foi carregado nos ombros dos operários que acompanhavam seu discurso.

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Enquanto isso, em visita a Montes Claros, a presidente Dilma precisou usar a porta dos fundos para deixar o hotel onde estava hospedada a fim de fugir do protesto de estudantes de medicina.

Nem mesmo o ex-presidente Lula tem conseguido atrair os eleitores para os eventos do PT. Candidato do partido ao governo do estado de São Paulo, o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha fracassou ao fazer campanha na porta de uma montadora.

Na tarde desta terça-feira, ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o petista fez campanha na porta de uma montadora em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, Grande São Paulo, e não conseguiu a adesão dos cerca de quatro mil metalúrgicos que saíam de um turno de trabalho. Entre os petistas o desânimo é visível. O prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, criticou a baixa arrecadação da campanha do ex-ministro.

Aos poucos, a retórica petista se prova desgastada, vencendo o prazo de validade. Se, durante a Copa do Mundo, os governistas defendiam que tal insatisfação nascia do que chamam de “elite branca”, como explicar o receio petista de exibir sua candidata mesmo nas praças mais populares? Nem mesmo o PT parece acreditar mais naquilo que defende. Mas segue defendendo, talvez na incapacidade de formular respostas melhores aos problemas da nação.

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