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Entenda por que, atualmente, a “força da militância” tornou-se um ponto fraco do PT

Parece estranho, mas acabou acontecendo isso.

Nos países politicamente desenvolvidos, há poucos partidos e todos eles são sempre mais fortes que seus integrantes. EUA, Inglaterra, França, Alemanha… Por mais que alguns políticos se destaquem, eles ainda são menores do que suas agremiações.

Aqui, claro, é o oposto. Partidos são criados e mantidos em volta de uma ou duas pessoas. Não são líderes filiados a legendas, mas sim estas a serviço daqueles. Com isso, os militantes es~tao sempre mais em favor dos colegas partidários do que das causas que seriam defendidas.

E, sim, quanto mais forte a militância, mais ferrenha é sua posição em favor das pessoas, não das causas. E é aí que o petismo se atropela.

Sem dúvida alguma, trata-se do partido com maior força militante. Isso é ótimo na fase boa, e também quando é preciso combater adversários. Mas é um tiro no pé na hora de reconhecer os erros, pois as pessoas comuns, definitivamente a grandíssima maioria da sociedade, percebem que os pesos e pedidas são variados.

A única chance, obviamente, seria o partido ficar acima deste ou daquele integrante, mesmo se for um grande líder, caso seja condenado ou algo assim. Mas não o farão. Na verdade, o movimento é sempre oposto: quanto mais a coisa piora, mais defendem o indefensável, colocando lenha na fogueira da rejeição.

Com isso, a força propulsora de outrora se volta para a destruição interna. Como numa implosão.

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