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Esquerda: quer proibir continência de atletas militares, mas permitir cartazes contra Temer

É a esquerda sendo incoerente como só a esquerda sabe ser

Como publicado mais cedo, a lei que impede que a Olimpíada seja usada como palco de protestos políticos foi sancionada por Dilma Rousseff um dia antes de o impeachment ser aceito no Senado, ou seja, dois dias antes de ela própria ser afastada do cargo. Mas nem deveria ser objeto de polêmica, uma vez que se trata de uma condição que a organização do evento impõe há várias edições. O texto diz que não é permitido “utilizar bandeiras para outros fins que não o da manifestação festiva e amigável“. Por isso, cartazes que pedem o fim do trabalho de Michel Temer como presidente estão sendo recolhidos pela segurança.

Mas a própria esquerda, que reclama do que chama de censura, vem pressionando a organização por intermédio da imprensa a respeito da continência batida pelos atletas militares quando recebem alguma medalha. Já aconteceu com Felipe Wu, que conquistou a medalha de prata no tiro esportivo. E deve acontecer com outros, pois há mais de uma centena de militares competindo no Rio de Janeiro pelo Brasil.

O absurdo só se agrava ao perceber que de um lado há protestos explicitamente políticos em contraponto a um gesto de homenagem a um dos principais símbolos nacionais.

É a esquerda sendo incoerente como só ela sabe ser.

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