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Estudo que o governo escondeu durante a campanha mostra crescimento da miséria no governo Dilma

O número de miseráveis no Brasil cresceu de 10,08 milhões em 2012 para 10,45 milhões em 2013, o que representa um aumento de 3,7%.

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De acordo com um estudo recentemente divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o número de miseráveis no Brasil cresceu de 10,08 milhões em 2012 para 10,45 milhões em 2013, o que representa um aumento de 3,7%.

O cálculo leva em conta o número de indivíduos extremamente pobres com base nas necessidades calóricas – aquelas com renda insuficiente para consumir uma cesta de alimentos com o mínimo de calorias para suprir uma pessoa de forma adequada, com base em recomendações da FAO e da OMS. A conta estima diferentes valores para 24 regiões do país.

Esse mesmo estudo foi alvo de polêmica em outubro, uma vez que o Instituto teria segurado a divulgação desses dados para que ele não impactasse a corrida eleitoral, o que causou até mesmo problemas internos.

Internamente, o diretor de Estudos e Políticas Sociais, Herton Ellery Araújo, já colocou o cargo à disposição. E disse que deixará a diretoria caso o Ipea mantenha sua posição de divulgar os microdados da Pnad só depois da eleição.

O desconforto do diretor Herton Ellery já foi externado pessoalmente ao presidente do Ipea, Sergei Suarez Dillon Soares, e até mesmo ao ministro Marcelo Nery, da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência. Ele tem dito para amigos que está muito incomodado com esta situação e, de forma reservada, argumentou que haverá uso político do caso se os dados não forem divulgados imediatamente.

Em junho, dados do Ipea sobre a pobreza já haviam desmentido informações passadas pela presidente Dilma Rousseff em um pronunciamento de rádio e TV sobre a Copa do Mundo, quando ela afirmou que, em uma década, 36 milhões de brasileiros saíram da miséria.

Estudo publicado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, vinculado ao Palácio do Planalto) aponta que, de 2002 a 2012, o número de miseráveis (ou extremamente pobres) caiu de 14,9 milhões para 6,5 milhões.

Trata-se, portanto, de uma queda de 8,4 milhões no número de pessoas que vivem na miséria ao longo dos primeiros dez anos da administração petista, abaixo da cifra mencionada por Dilma.

Já em abril, um erro na divulgação de dados da pesquisa “Tolerância social à violência contra as mulheres” causou repercussão. Segundo o estudo, 65% dos brasileiros concordaram com a seguinte frase: “mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”. O número real, no entanto, era 26%.

O IPEA, a exemplo do IBGE, vem se tornando peça chave na manutenção do PT no poder, já que grande parte do discurso que deu ao partido o quarto mandato consecutivo baseava-se em números que, quando não eram maquiados, seguiam em sigilo para conhecimento apenas no momento mais oportuno. Grande parte das mentiras proferidas por Dilma em sua campanha não se manteve em pé por nem mesmo duas semanas. Os próximos anos já seriam difíceis independente de quem vencesse o segundo turno. A falta de credibilidade que o Partido dos Trabalhadores impôs a si mesmo só deixará tudo ainda mais tortuoso.

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